Meditação – Mateus 11:28

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Vinde a mim

 

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)


– A resposta para nossas dores e tribulações tem um nome: Jesus.

Se estamos cansados das injustiças deste mundo. Cansados dessa corrupção, violência e maldade que assolam o país; precisamos entregar para Cristo e descansar. Ele é o nosso alívio. Ele tira de nossos ombros o peso de carregar tudo sozinho.

Se estamos sobrecarregados de serviço, de problemas e de dificuldades, o alívio está em Cristo. Descansemos nEle. Jesus pode tirar toda sobrecarga que tem nos atrapalhado de viver intensamente cada momento para Ele. O Senhor nos aliviará.

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Templos

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É a vontade de Deus a construção de Templos?

 

“Os homens encarregados do trabalho eram diligentes, o que garantiu o progresso da obra de reforma. Eles reconstruíram o templo de Deus de acordo com o modelo original e o reforçaram” (2 Crônicas 24.13 NVI).

 

Será que a “igreja” que Jesus estabeleceu se assemelha ao “cristianismo” existente hoje? O mundo religioso parece estar mais preocupado com o crescimento físico, financeiro e material do que o espiritual. São poucos decidindo por muitos, que a “igreja” precisa mostrar-se “grande” para o mundo. Será que é assim que a igreja cristã, a igreja estabelecida por Cristo deve ser conhecida? Será que foi desta forma que Jesus a idealizou?

 

Em primeiro lugar, as “igrejas” demonstram estar mais preocupadas em construir “templos” grandiosos e belos para adoração ao Senhor do que conhecer realmente a vontade dEle. Será que é a vontade de Deus que a igreja construa edifícios físicos para adorá-lo?

 

Quando começou essa “onda” de edificações físicas? Ela começou quando o estado se “uniu” a igreja. Foi quando os imperadores romanos cessaram sua perseguição ao grupo de fiéis seguidores de Jesus, e promoveram essa desastrosa “união”. Que sociedade pode haver entre a luz e as trevas? “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Coríntios 6:14-16).

 

Pela história sabemos onde começou a construção de templos para “adoração” ao Senhor. No ano de 370 d.C. foi construído o primeiro templo como um local onde os “cristãos” fariam suas reuniões de adoração. Isso aconteceu após a morte do imperador romano Constantino – o mesmo que “uniu” o estado com a “igreja”. Aqueles que não concordaram com esta “união” foram perseguidos e mortos. Aí começou os desvios da doutrina estabelecida por Jesus e seus apóstolos – a grande apostasia mencionada por Paulo em 2 Tessalonicenses 2:3. Pela vontade humana e pior, de pagãos, começaram a construir a ruína da igreja e hoje vemos em que aquele grupo se tornou: o desvio total da vontade de Deus. O remanescente ficou fiel e foi perseguido, e até hoje aqueles que seguem Jesus fielmente são um pequeno grupo, porque são poucos que acertam com este caminho: “porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7:14).

 

Não foi, portanto, a vontade de Deus a construção de templos físicos para adorá-lo, mas, vontade humana, e pior, vontade pagã. Jesus nos ensinou que “vem à hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (João 4:23). O edifício – templo – não será construído por mãos humanas, mas divinas. “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Coríntios 5:1). Os cristãos – fiéis seguidores de Cristo – são o templo de adoração ao Senhor; eles são o edifício santo. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2:19-22).

 

Não encontrei em nenhum lugar do Novo Testamento – que é a nova aliança -, Jesus pedindo à igreja que construísse templos para adorá-lo, pois o templo – seu corpo – seria os seus próprios seguidores. Os primeiros cristãos entenderam isso e se reuniam de casa em casa (Atos 5:42); onde formavam pequenos grupos que se multiplicavam como o ensino do Senhor em relação ao grão de mostarda (Mateus 13:31,32). Também reuniam no templo, como diz a passagem de Atos 5:42, mas porque ele ainda não havia sido destruído. O templo foi definitivamente destruído em 70 d.C.; aliás, os apóstolos, usavam o templo e as sinagogas – locais tipicamente judaicos – para pregar as boas novas do evangelho. A “igreja” hoje, está preocupada em torna-se grande conforme os padrões de grandeza dos homens.

 

Em segundo lugar a Bíblia não diz que a igreja seria conhecida por estar “funcionando” em lugar fixo em belos e grandiosos templos, mas pelo amor de uns pelos outros. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35). O templo físico foi destruído para dar lugar a um templo espiritual onde haveria amor que transbordaria e chegaria até as pessoas deste mundo, fazendo-as conhecer o Senhor Jesus. Só por meio do amor é que o mundo conhecerá a igreja gloriosa de Deus, o edifício espiritual.

 

A Bíblia afirma que os cristãos são a família de Deus. Como então, podemos conhecer a fundo aqueles que estão ao nosso lado num grande templo? Como dizia Mario Quintana: “o excesso de gente impede de ver as pessoas. Como é possível ter comunhão com tanta gente ao mesmo tempo? Em grupos menores, de casa em casa, a comunhão é profunda e verdadeira. Temos a oportunidade de conhecer intimamente as necessidades de cada um. Temos a verdadeira essência de família, reunindo numa casa, onde todos podem contemplar a face uns dos outros e compartilhar suas experiências e alegrias, suas dificuldades e necessidades.

 

Quantas despesas e burocracias civis um templo físico pode impor a igreja? Contas como água, luz, telefone, além de manutenção, funcionários, estatutos, etc. Onde a Bíblia autoriza o custeio destas coisas com a oferta dominical (1 Coríntios 16:1-3)? Não encontro outras razões para usar essas dádivas recolhidas como adoração aos domingos, que não seja nas necessidades dos santos, na divulgação do evangelho e no sustento de obreiros (1 Coríntios 16:1,2; 2 Coríntios 9:12; Filipenses 4:15-19; 1 Coríntios 9:14; Filipenses 4:14-17; 1 Timóteo 5:17,18). Não vamos confundir necessidade, que é algo que alguém precisa ou esteja faltando, com aquilo que ela quer. Querer é diferente de necessitar e de precisar.

 

Que estas e tantas outras questões possam ser feitas para reflitirmos qual é o desejo do Senhor para a sua igreja. Vamos sempre lembrar que a igreja não pertence a nós, mas a Deus.

 

Com relação à passagem de 2 Crônicas 24:13, os diligentes serão aqueles que tiverem a coragem de dizer não e voltar para o plano original do Senhor Jesus para a sua igreja. Com grupos pequenos reunindo de casa em casa ou em qualquer lugar (praça, campo, bosque, galpão, etc.), afastaremos muitos motivos que promovem as divisões religiosas, além de não impor tantas cargas financeiras aos verdadeiros discípulos de Cristo. Aquele templo foi reconstruído, mas foi novamente destruído para sempre durante o império romano. Um novo “templo” foi construído em seu lugar: “Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (João 2:19-21). O “santuário do seu corpo” é a sua igreja.

 

Que Deus seja louvado e obedecido.

 

“Novo” mandamento

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Porque “novo”? Eis a questão.

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Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 12:34)

– Análise da palavra:

 

Novo (do grego “kainos”) significa “feito recentemente”, “recente”, “não utilizado”. Tem como sinônimos: “neov” e “kainov”.

 

“Neov” é o novo como contemplado sob o aspecto do tempo, aquele a qual tem vindo recentemente na existência. “Kainov” é o novo sob o aspecto da qualidade, aquele que tem uma qualidade não vista.

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O “kainov” significa frequentemente o novo contrastado com aquele que deteriorou com a idade, ou é desgastado externamente; seu oposto é “palaiov”. Sugere às vezes aquele que é incomun. Implica frequentemente o elogio, o “novo” como superior ao “velho”. Ocasionalmente, na contra-mão, implica o oposto, o “novo” como inferior àquele que é “velho”, porque o velho é familiar ou porque ele melhorou com a idade. Naturalmente é evidente que o “neov” e o “kainov” podem às vezes ser aplicados ao mesmo objeto, mas com pontos de vista diferentes.

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– Comentário:

 

Interessante quando buscamos o significado das palavras no grego. Com essa pequena investigação, podemos perceber a abrangência que as palavras podem ter e assim nos dar respostas mais concretas para as questões que surgem sempre que examinamos as sagradas escrituras. É bem claro para nós agora que se trata de algo divinamente preparado para o 1º advento de Cristo, pois só através dele a humanidade poderia receber este bendito mandamento.

– Análise:

Novo mandamento vos dou”. Um mandamento recém chegado, “feito” recentemente; “novo em folha”. É aquele mandamento (do grego “entole”); “uma ordem”; “um comando”, que acabou de chegar; que nunca foi usado pelo homem. É uma “ordem” inquestionável de Deus para que sua mais graciosa criação, o homem, se aproxime mais do Seu caráter.

Aquele que esteve entre nós, não só ordenou o “novo mandamento”, como também o viveu intensamente em sua peregrinação aqui na terra. Jesus esteve entre nós e mostrou na prática como devemos andar: transbordando de amor no meio das pessoas. Sim, Ele esteve no meio dos pecadores, para dar-lhes esperança. Ele andou no meio deles para lhes resgatar do poder do pecado.

O Senhor amou intensamente aos homens, curando-os de suas enfermidades. Jesus não só os curava, mas dava-lhes uma ordem: “vá e não peques mais”. A maior enfermidade dos homens, porém, não estava naquele corpo curado, mas em suas mentes; em seus corações.

O pecado é a maior enfermidade do ser humano e é exatamente por isso que Jesus desceu dos céus. Ele desceu para nos curar dessa grande enfermidade que nos afeta. Todos aqueles que foram beneficiados por sua “cura” física, foram automaticamente tragados pela morte um dia. Mas se na realidade, aqueles que foram curados de suas enfermidades físicas compreenderam o que lhes foi dito pelo Senhor, com certeza eles não foram tragados pela morte, mas aguardam anciosamente pela segunda vinda de Cristo (“parousia”); que é o Dia do Senhor, onde serão ressuscitados para a eternidade com Deus.

 

– Conclusão:

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Amemos uns aos outros e assim cumpramos a vontade de nosso Senhor. O apóstolo João tinha um apelido. Seu apelido era: “filho do trovão”. Alguém com esse apelido não pode ser alguém “mansinho” ou pacato; mas alguém com estrondosa personalidade, ou melhor, aquilo que chamamos de personalidade forte. Talvez um homem “grosso”, rude e que também poderia ser explosivo.

Pois bem, veja o que o “filho do trovão” escreveu em sua carta: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 João 3:18). João é aquele homem que foi transformado de um “filho do trovão” em um “filho do amor”. O amor de Jesus o constrangeu e o moldou.

Que esse “novo” mandamento do Senhor não fique só nas palavras, muito menos nas bajulações. Que ele seja amplamente praticado por aqueles que se dizem cristãos. “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno  …” (1 Coríntios 13:4-8a NTLH).

Teoria da evolução

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A tal explosão “Big Bang” é uma das teorias da evolução da vida. O nome já diz tudo: “teoria”. Conforme o dicionário Aurélio, é “uma suposição, uma hipótese; um conhecimento especulativo, meramente racional”. Se for uma teoria, então é algo que não se pode provar, mas que se supõe ou que se especula ser a verdade.

 

Deus não é criado porque Ele é o Criador. A Bíblia diz que Ele é eterno. Ela nos relata em Gênesis 1:1 que Deus criou “os céus e a terra”, e em Gênesis 1:26 que Deus criou “o homem à sua imagem, conforme a sua semelhança”, ou seja, Deus criou o homem segundo o seu caráter, e não segundo sua forma física, pois Deus é Espírito e não carne. Em relação à eternidade de Deus e a sua criação é preciso ter fé. Fé não é simplesmente acreditar;  fé conforme o livro de Hebreus é “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (11:1). Por exemplo: a volta de Cristo é algo que se espera – é preciso ter fé! Jesus esteve neste mundo, andou entre os homens, mas isso é um fato que ninguém que está vivo hoje viu – é preciso ter fé! Fé não é apenas dizer: “eu acredito”. Fé é algo que vem de Deus; algo que nos move, nos dá esperança e nos transforma a cada dia. O que você prefere: acreditar numa teoria, que é vaga, que é uma suposição, uma especulação ou ter fé que existe um Ser superior que a tudo criou por seu imenso poder? “Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:10).

 

Em qual dessas afirmações você se apóia: descender de um ser irracional (macaco) que foi evoluindo com o tempo; ou descender de um homem criado a imagem e semelhança de Deus? Deus criou dois seres distintos: o homem e os animais. O primeiro é racional e detém a inteligência para dominar o segundo. “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gênesis 1:26). Os outros são irracionais e são dominados pelo homem. Quando a Bíblia diz dominar sobre os animais, não está dizendo para ser cruéis com eles, mas para que os animais possam servir as necessidades humanas. “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12:10). Caçar por esporte, touradas, farra do boi e briga de galos são algumas das crueldades que os homens praticam com os animais. Creio que aqueles que praticam essas e outras coisas não ficarão impunes. “Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os perversos, o mal os apanhará em cheio” (Provérbios 12:21).

 

A Bíblia não é uma enciclopédia histórica e muito menos um manual de astronomia; a Bíblia é o livro da vida, é onde conhecemos o caráter de Deus e Seu plano para a redenção do homem; é onde podemos encontrar o caminho para a vida eterna. Jesus disse aos líderes judeus: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim (João 5:39). E por fim a Bíblia não é livro de teorias humanas, mas é a expressão da sabedoria divina. “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento” (Tiago 3:17).

As teorias tiram a atenção do homem da sua verdadeira descendência. Que os cristãos cada vez mais refutem essa ideia teórica de evolução da vida e defenda a causa de Cristo aqui na terra até a sua volta. Que todos estejamos preparados para maravilhosa e esplendorosa manifestação.

O fruto do Espírito

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“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.”

 

O fruto do Espírito é um fruto contendo 9 partes, ou melhor, 9 virtudes. Não se diz “os frutos”, mas o fruto, pois todas as virtudes devem estar presentes na vida de um cristão. Todo aquele que é “batizado” (do grego “baptizo”; ou seja, “imerso”) em água em obediência à vontade de Deus recebe o “dom” do Espírito Santo, ou seja, a presença, ou o “selo” do Espírito de Deus em sua vida (para maiores detalhes sobre o batismo bíblico veja “Passos para salvação”). Ao ser batizada, a pessoa é contemplada pela graça (dom imerecido) de Deus com as virtudes básicas: amor, paz e alegria. Através destas três virtudes, o discípulo de Cristo desenvolve as outras seis ao longo de sua nova vida aqui na terra. Abaixo veja a analise de cada uma dessas virtudes:

 

 

Virtudes básicas: (recebidas no batismo) – termo entre parênteses no grego

 

Amor (Agape): a ação de Deus em favor dos homens. O amor incondicional. O desejo intenso de fazer o bem aos outros sem exigir retribuição.

Ex.: Jesus morreu pelos homens, mas muitos não o seguem.

 

Alegria (Eirene): exultação; grande júbilo; grande contentamento; alegria intensa; algo inacabável.

Obs.: “Eirene” vem de Deus, não vem de nós mesmos; não vem de homens. É um estado interno e não meramente externo. Não é a alegria do mundo, que oscila conforme a situação em que alguém se encontra.

 

Paz (Chara): estado tranqüilo de uma alma assegurada de sua salvação por Cristo, não temendo nada.

Ex: é a tranqüilidade em meio às “guerras”; em meio às tribulações. É estar em paz com Deus, ou seja, “em dia” com o Salvador.

 

 

Virtudes sociais: (relacionamento c/ os outros)

– “você pode ser longânimo, benigno e bondoso para com os outros”.

 

Longanimidade (Makrothynia): persistência; tenacidade

Obs.: Deus é longânimo; Ele tem esperado nosso arrependimento; Ele não desiste de nós; é tenaz – mas o dia final está chegando, prepare-se.

 

Benignidade (Crestotes): suavidade; brandura; agradável

Obs.: aquele que é brando; meigo; doce para com as outras pessoas.

 

Bondade (Agathosyne): purificação do templo (retirar o mal)

Obs.: Chamaram Jesus de bom Mestre, ao passo que Ele respondeu dizendo: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus” (Evangelho de Marcos 10:18). Bondade é a inexistência de maldade. Só Deus é assim, e Ele quer retirar o mal de nossas vidas.


Virtudes pessoais: (consigo próprio)

– “você pode ser fiel, manso e ter domínio sobre suas ações”.

 

Fidelidade (Pistis): lealdade

Obs.: nas coisas menores ou na ausência de pessoas conhecidas como cônjuge, irmãos ou parentes é que mostramos que estamos desenvolvendo esta virtude, ou seja, aprendendo a ser fiel a Deus, pois Ele não se faz presente fisicamente ao nosso lado, mas espiritualmente – não podemos vê-lo. A presença de pessoas nos “inibe” de fazer certas coisas, por isso, a importância de sermos fiéis, pois só Deus está conosco 24 horas por dia, mais ninguém.

 

Mansidão (Praotes): Cortesia; gentileza

Ex: alguém que é como um “touro”, mas age como uma pomba – Aquele que é “domado” – domado pelo amor (Agape)

Obs.: Não confundamos ser manso com ser tolo, alguém que todos pisam e aproveitam, ou seja aquele que é ingênuo.

 

Domínio próprio (Egkrateia): autocontrole

Obs.: alguém que não se deixa levar pelas circunstâncias, ou pela sua personalidade “forte”. Controla suas ações. Pensa, antes de agir.

E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros. (Gálatas 5:24-26)