Nada senão a verdade

Reflexão 112

Estamos dispostos a ouvir o que não queremos ouvir? A tendência humana é recusar dar “ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:4). É muito mais fácil ouvir uma “fábula” do que ouvir a verdade.

O rei de Israel, Acabe, envolto na idolatria e na perversidade, recusava-se ouvir a verdade por meio dos profetas de Deus, dando lugar as palavras que ele queria ouvir de seus próprios profetas. Ele envolveu o bom rei de Judá, Josafá, em mais uma de suas desobediências ao Senhor (1 Reis 22:1-28).

Recusar a verdade é recusar ouvir a Palavra de Deus, pois a Palavra de Deus é a verdade e ela é “viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4:12). Porém, Jeremias disse que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (17:9).

Só Deus é capaz de conhecer as profundezas de nossos corações e pensamentos. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13). Deus conhece realmente nossas intenções e razões, portanto, vivamos com sinceridade, reverência e temor diante dEle.

É muito mais fácil dar ouvidos a uma “fábula” que satisfaça as vaidades e desejos egoístas, do que dar ouvidos a verdade, que transforma o caráter, quebrando o vaso e fazendo um novo. É fácil cantar o cântico “Eu quero ser”, “quebra a minha vida e faça-a de novo, eu quero ser um vaso novo”, mas estamos dispostos e convictos a enfrentar as conseqüências e possíveis dores desta decisão, pois cantar louvores a Deus também é pedir que Ele faça em nossas vidas o que o cântico descreve. Muitos cantam por cantar, porque acham bonito, faz bem e é bom, mas devemos estar entre aqueles que cantam louvores a Deus convictos e conscientes do que representa estes louvores para Deus e para nós, e estarmos preparados para o que vier. Quando cantarmos “quebra a minha vida e faça-a de novo”, estejamos preparados para Deus mudar completamente as nossas vidas, ou seja, retirar tudo aquilo que não deve estar no “templo” de adoração, pois os cristãos são santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Coríntios 6:16b).

O rei Acabe recusou dar ouvidos a verdade e as consequências para ele foram trágicas (1 Reis 22:29-40). Que possamos estar dispostos a ouvir a verdade, independentemente do que tenhamos que enfrentar, como muitos dos servos de Deus e também o próprio Senhor Jesus. Devemos dizer e viver como o apóstolo Paulo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).

Perseverança

Borboleta - 1

Perseverança é um substantivo que vem do verbo perseverar. Além disso encontramos uma outra variação deste verbo que é o adjetivo perseverante. Analisemos os significados destas três palavras:

Perseverar:
“Conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, continuar; Continuar a ser ou ficar; manter-se, permanecer, conservar-se; Conservar a sua força ou ação; perdurar, subsistir; Ter ou mostrar perseverança, firmeza; permanecer sem mudar ou sem variar de intento.”

Perseverança:
É a “qualidade ou procedimento de perseverante; pertinácia, constância, firmeza”, ou seja, uma pessoa que tem perseverança é alguém que permanece sem mudar sua meta.

Perseverante:
É aquele “que persevera”, ou seja, é aquele que continua, persiste, permanece em sua meta.

“Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus por parábola: Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Lucas 8:4-8)

No evangelho de Lucas vemos um exemplo de perseverança dado pelo Senhor Jesus quando Ele explicava a parábola do semeador aos seus discípulos:

“10  Respondeu-lhes Jesus: A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11  Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. 12  A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. 13  A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. 14  A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. 15  A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.” (Lucas 8:10-15)

Primeira grande razão para perseverarmos no caminho de Cristo: foi nos dado o conhecimento e entendimento da vontade de Deus conforme o verso 10. Conhecimento e entendimento estes, que impedem de apenas ouvirmos a Palavra de Deus, pois, assim não teríamos firmeza em nossa fé conforme o verso 12. Também não é suficiente ouvir e receber em nosso coração a Palavra do Senhor, pois, assim não teríamos uma constância em nossa fé conforme o verso 13. No verso 14 Jesus nos mostra que se dividirmos a nossa fé com os prazeres deste mundo, não frutificaremos, e consequentemente morreremos. Finalmente o Senhor nos mostra no verso 15 a importância de perseverarmos na decisão que tomamos no batismo, de seguir os passos de Jesus com fidelidade, zelo e amor pelo resto de nossas vidas.

Ser perseverante é uma qualidade cristã que todos os seguidores de Cristo devem ter para alcançar o Céu. A oração, a prática do que aprendemos e a fidelidade são os atributos que nos auxiliam na perseverança. Precisamos orar continuamente, colocar em prática tudo o que aprendemos através da Palavra de Deus e ser fiéis ao Senhor, não permitindo que nossas vidas sejam desviadas do caminho. É impossível permanecermos na meta da salvação se estas coisas não estiverem presentes em nosso dia-a-dia. Dependemos e necessitamos de Deus e a oração é uma “armadura” (Efésios 6:18) poderosa, que podemos usar na batalha contra o pecado e a tentação, para termos a interseção do Senhor em nossa caminhada rumo ao céu.

“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.” (Lucas 21:19)

Paralelo da Lei

Cântico utilizado: “A lei do Senhor” (Salmo 19:7-10)

A lei do Senhor
“A Lei do Senhor é perfeita, e restaura a alma.”
– A lei do Senhor transforma o meu caráter.
– Altera o meu viver.
– Me dá uma vida plena e abundante.
– Me prepara para o encontro triunfal com Jesus.
– Ela me trás a esperança da vida eterna.

“O testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices.”
– O testemunho do Senhor me ensina a viver de modo digno.
– Me ensina a fazer o que é correto e louvável diante de Deus.
– Ele me mostra o caminho em que devo andar.
– Me encoraja a ser e a continuar fiel.
– Me torna sábio em minhas atitudes.

“São mais desejáveis do que ouro depurado.”
– São mais desejáveis do que qualquer tesouro.
– Do que qualquer prêmio…
– Qualquer título.
– Qualquer conquista.
– Qualquer presente.

“São mais doces do que o mel e o destilar dos favos.”
– Doce aos meus olhos.
– Agradável ao meu coração…
– Ao meu viver.
– Ao meu andar.
– Ao meu ser.

“Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração.”
– Os preceitos do Senhor são justos e bons.
– Ele me faz feliz.
– Eu fico cheio de júbilo.
– Me faz contentar.
– Regozija o meu ser.

“O mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos.”
– O mandamento do Senhor me guia nos difíceis caminhos da vida.
– Me livra da escuridão do pecado.
– Ele abre os meus olhos para ver o que é reto, justo e bom.
– Santifica o meu ser.
– Me torna puro, separado e consagrado para servir a Deus.

“O temor do Senhor é límpido, e permanece para sempre.”
– O temor do Senhor é puro.
– Ele é santo…
– Não tem mancha.
– É transparente.
– É eterno.

“Os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente justos.”
– Nos juízos do Senhor há Justiça.
– Há verdade…
– Igualdade.
– Perdão.
– Amor.

Se há lei, é porque Deus me amou e enviou Seu Filho para cumpri-la em meu lugar, pois ninguém seria capaz senão Ele.
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mateus 5:17).

Se há lei, é porque Deus existe, e nela, Ele revelou sua vontade.
“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (Deuteronômio 29:29).

Se há lei, é porque haverá justiça.
“Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus, visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:19-26).

Meditação – Provérbios 6:16-19

Coisas que o Senhor aborrece e abomina


Relampago-2

 

“Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.” (Provérbios 6:16-19)

 

– Neste provérbio Salomão lista seis coisas que aborrece a Deus, ou seja, coisas que ele detesta; e a sétima que Ele abomina, ou seja, o Senhor odeia.

As seis coisas que Deus detesta – Olhos altivos: atitude daqueles que se ensoberbecem e agem com arrogância. Língua mentirosa: atitude daqueles que não tem compromisso com a verdade. Os que vivem da mentira. Mãos que derramam sangue inocente: atitude daqueles que agem com crueldade, violência e injustiça para com os outros. Coração que trama projetos iníquos: atitude daqueles que planejam e agem contra a vontade de Deus e contra aqueles que foram justificados pelo sangue do Cordeiro. Pés que se apressam a correr para o mal: atitude daqueles que buscam e se alegram com o pecado. Testemunha falsa que profere mentiras: falso testemunho – atitude daqueles que dão crédito e apoiam a mentira.

E a sétima coisa, aquela que o Senhor odeia – O que semeia contendas entre irmãos: atitude daqueles que falam mal dos outros e semeiam o desentendimento, a desordem e a desarmonia com suas intrigas, fofocas e mexericos e afastam até os melhores amigos e irmãos.

Que possamos refletir bastante sobre estas seis coisas que Deus se aborrece e a sétima que Ele abomina, e dessa forma fugir delas, para seguir “a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2:22).

Onde está o amigo?

Onde está o amigo…

… quando precisamos dele? Presente.
… quando estamos tristes? Nos consolando.
… quando caímos? Nos levantando.
… quando falhamos? Nos compreendendo.
… quando temos medo? Nos encorajando.
… quando estamos felizes? Regozijando.
… quando vencemos? Contente.
… quando superamos a adversidade? Animado.
… quando erramos? Nos admoestando.
… quando perdemos um ente querido? Nos fortalecendo.
… quando fracassamos? Nos sustentando.
… quando estamos sofrendo? Sendo misericordioso.
… quando “sumimos”? Nos achando.
… quando pecamos? Nos perdoando.

O verdadeiro amigo se preocupa e se compromete. Ele busca, ele não esquece. O verdadeiro amigo nos quer por perto; ele não desiste; ele não desanima. O verdadeiro amigo não faz acepção; não julga; não condena. O verdadeiro amigo procura enxergar o coração e não o exterior.

Seja um verdadeiro amigo!

“Algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão.” (Provérbios 18:24 NTLH)

“O olhar de amigo alegra ao coração…” (Provérbios 15:30a)

“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão.” (Provérbios 17:17)

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.” (João 15:13)