Meditação – 1 Pedro 4:12,13

Regozijando na provação

“Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e exulteis.” (1 Pedro 4:12,13)

 

– Jesus disse em seu famoso sermão da montanha que uma das bem-aventuranças é ser perseguido por causa da justiça (Mateus 5:11). E mais, Ele também disse que bem-aventurados são aqueles que são injuriados e perseguidos através das maldades causadas pelas mentiras dos oponentes (Mateus 5:12). Inventam mentiras para acusar falsamente os eleitos como fizeram a Jesus.

Paulo, instruindo Timóteo disse que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Ora, tudo isso vem confirmar com as palavras do apóstolo Pedro aqui.

Sofrer por causa de nossos erros e falhas não nos levará a lugar nenhum; é um sofrimento vão! Mas se você e eu estamos permanecendo fiéis no firme fundamento da Palavra de Deus, perseverantes, obedientes a Deus, cooperando com Cristo e compartilhando Seu amor e Sua Palavra, o que podemos e devemos esperar é a oposição dos que não creem em Jesus, e consequentemente, “sofrer” por causa disso.

Pedro diz sobre uma “ardente provação”. Isso me faz lembrar de Jó. Teve alguém na terra mais provado do que ele? Em um livro que li sobre ele, o autor diz: “A fidelidade de Jó ao seu Deus não ficou abalada. Ele não servia a Deus pelo que possuía e sabia que tragédias podem acontecer também a quem conhece a Deus. E sua certeza da soberania de Deus deu-lhe serenidade para adorá-lo no dia da perplexidade” (citação retirada do livro “O enigma da graça” em relação à Jó 1:47,48).

Temos certeza da soberania de Deus em nossas vidas?

Meditação – 1 Pedro 4:11

Entregando oráculos de Deus

“Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém.” (1 Pedro 4:11)

 

– Quando ensinamos ou pregamos, não pode ser aquilo que vem de nós mesmos ou o que queremos e bem entendemos. Entregar oráculos de Deus é falar, ensinar ou pregar segundo a vontade dEle.

Sabemos o que o Senhor quer que seja falado? Sem conhecê-lo não podemos falar sobre Ele e nem sobre o que Ele quer. Se não o conhecemos e não sabemos o que Ele quer, tudo o que falamos não passam de palavras vazias.

Alguns querem ministrar pela força, imposição ou repressão, mas os que são de Deus ministram pela força que vem do Espírito Santo, ou seja, poder, amor e moderação (2 Timóteo 1:7). Desta forma tudo o que fizermos, seja em palavra ou ação, será realmente por meio de Cristo para honra e glória de Deus e não dos homens (Colossenses 3:17).

Meditação – 1 Pedro 2:11,12

Procedimento correto

“Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma; tendo o vosso procedimento correto entre os gentios, para que naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação.” (1 Pedro 2:11,12)

 

– Somos peregrinos em terra estranha, e como tal, devemos viver de modo digno ao qual fomos chamados: “abstende-vos de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22). Com certeza, o pecado e a maldade vão contra a natureza cristã.

O natural de um fumante é fumar um maço atrás do outro, e de um alcoólatra é tomar uma dose atrás de outra. O natural de um mentiroso é mentir e de um fofoqueiro é fazer fofocas. Mas e um cristão, qual a sua natureza? A sua natureza é viver no mundo e não para o mundo; é se livrar dos desejos e práticas carnais que o levam pra longe de Deus; é viver corretamente, ou seja, com sinceridade, verdade e justiça diante dos homens e de Deus; é honrar, glorificar e amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao seu próximo como a si mesmo.

Se os incrédulos falarem mal de nós, que seja por inveja, discriminação ou perseguição. Que eles não tenham razão em suas acusações contra nós para que no julgamento, Deus seja glorificado por nossas vidas santas e inculpáveis.

Meditação – Tito 2:11-14

A graça de Deus

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.”
(Tito 2:11-14)

 

– Deus se aproximou de todos nós com o intuito de nos resgatar de nossas iniqüidades. Pela sua graça fomos salvos da condenação certa, como o mundo que “jaz no maligno” (1 João 5:19). Ele nos mostrou o quanto estávamos longe dEle, entregues ao pecado tão abundantemente exposto no mundo. Ele nos chamou, nos salvou e tem nos mostrado onde e como devemos andar: em santidade e novidade de vida.

Agora, o que nos resta é aguardar pacientemente a volta de nosso Senhor Jesus que virá buscar os seus; aqueles que aceitaram o seu chamado; que compreenderam que não poderiam mais viver como antes, pois foram limpos e purificados de suas paixões e desejos carnais; aqueles que estão sendo “transformados, de glória em glória, na sua própria imagem” (2 Coríntios 3:18).

Jesus se entregou como sacrifício vivo por todos nós para anular nossa dívida diante do Pai a qual não poderíamos pagar. Sem Jesus estávamos todos condenados ao castigo eterno, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Ele nos limpou para ser somente dele; um povo santo e consagrado para realizar tudo aquilo que Ele planejou em sua obra redentora. Somos parte do plano de Deus para a salvação em Cristo Jesus. Sejamos “bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4:10), ou seja, sejamos aqueles que cuidam e dedicam suas vidas a causa de Cristo aqui na terra.

A santidade no amor

Introdução

Santidade (do grego hagiosune) é um estado que o seguidor de Cristo deve-se encontrar. É o resultado da santificação, que é o processo de purificação que o cristão passa para atingi-la. A santidade é o estado como o cristão deve estar ou andar, que é a consequência da santificação, ou seja, o processo de separação do cristão das corrupções da carne, não mais em impureza, mas em uma vida separada, ou melhor, consagrada ao Senhor. Deus realiza em nós “tanto o querer como o realizar” (Filipenses 2:13), portanto ele é o executor e nós apenas seus instrumentos. Daí a importância de sermos santos – separados – da imundícia da carne e dos pensamentos, para podermos ser usados poderosamente por Ele. Instrumentos impuros e contaminados não servem para um médico fazer suas intervenções cirúrgicas; muito menos servem para Deus, instrumentos que não sejam consagrados a Ele. Deus não precisa de religiosos que ficam assistindo a tudo como meros espectadores. O Senhor quer pessoas consagradas e comprometidas com Ele. Deus quer discípulos que trabalhem em Sua obra.

 

Um amor consagrado

1 Pedro 1:22 “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” – Depois da purificação, ou seja, de estarmos em santidade onde consagramos nossas vidas ao Senhor pela obediência a sua vontade, o apóstolo Pedro nos exorta a amarmos uns aos outros fraternalmente – do grego philadelphia – que quer dizer o amor entre irmãos. Mas o apóstolo vai mais além de simplesmente dizer que precisamos amar uns aos outros. Ele diz que não podemos fingir que amamos, mas que amemos verdadeiramente. Se nossa alma estiver purificada, amaremos como Deus ama ao nosso irmão, pois não haverá resquícios de pensamentos negativos ou impuros em nossos corações. Olharemos para o irmão em Cristo e não o julgaremos por causa de suas atitudes, mas faremos o bem a ele independentemente de sua reação para conosco. Este ato não deve ser mecânico, formal ou cheio de preconceitos, mas ardente, arrebatador, pois o amor de Deus deve estar transbordando em nossos corações, nos impulsionando a amar aqueles que estão ao nosso redor.

 

1:23 – “pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.” – Quando somos batizados morre naquele ato, o “homem” interior carregado de transgressões, para renascer um novo “homem” segundo o caráter de Deus, purificado e alvo como a neve. É plantado em nós uma semente pura que deve germinar e produzir bons frutos para o Senhor. Esta semente deve ser cuidada e regada pelo amor e pela verdade de Deus, não deixando que ela seja contaminada por aquelas transgressões que foram eliminadas de nosso coração. Pedro diz que fomos regenerados por esta semente, a semente incorruptível. Como pode então esta semente produzir frutos maus, ou seja, frutos corruptíveis? Jesus já tinha nos alertado quanto a isso: “Pelos seus frutos os conhecereis. Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.” (Mateus 7:16-18). Como cristãos precisamos produzir frutos bons para Deus para assim sermos reconhecidos como verdadeiros seguidores de Cristo. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:35).

1:24 – “Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor”  – Nosso corpo (tabernáculo terrestre conforme 2 Pedro 1:13,14) veio do pó e voltará pra ele. Nascemos, crescemos e chegamos ao esplendor em determinada parte de nossas vidas, mas um dia começaremos a “murchar” como uma flor que atinge a sua exuberância em um ponto de sua existência e depois deteriora e morre. Pedro quer nos dizer que a semente que em nós foi plantada conforme o verso anterior, não germinará uma flor, ou melhor, um fruto corruptível, que seca ou que murcha com o tempo e perece. Se nossos frutos são corruptíveis, são gerados ainda pela nossa velha natureza, que deveria estar sepultada nas águas do batismo. Nosso amor assim, será fingido em relação ao nosso irmão, ou seja, será um amor interesseiro, superficial e egoísta, esperando sempre algo em troca. Como a flor que murcha e cai, este tipo de amor logo perecerá.

 

1:25 – “a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, esta é a palavra que vos foi evangelizada.” – O apóstolo termina dizendo que a semente que em nós foi plantada é a palavra de Deus. A palavra de Deus é eterna, pois é o Seu Verbo, e o Verbo de Deus é Jesus, conforme João 1:1-3. Jesus é quem nos foi evangelizado. É a Ele que recebemos em nosso coração. Ele habita em nossos corações e faz dele a Sua morada, para gerar bons frutos que não perecem e nem murcham como as flores do campo. A Sua beleza não é vista somente em um momento, mas em todos os momentos, todas as atitudes e todo o nosso ser. Se Cristo habita verdadeiramente em nossos corações, deles fluirão rios de água viva (João 7:38). A beleza das flores acaba com o tempo; a beleza do amor cristão aumenta com o tempo.

 

Conclusão

Concluímos que devemos amar intensamente nossos irmãos em Cristo, não importando se obteremos resposta a esse amor. Deus amou incondicionalmente a todos nós (agape – João 3:16). Jesus quando esteve entre os homens amou-os até o fim, ou seja, enquanto esteve na terra, Ele foi a expressão exata do amor. Lembremos: Jesus habita em seus discípulos. O amor está habitando em cada um dos cristãos, para amarem verdadeiramente uns aos outros. Quem ama obedece: “Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos.  Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (1 João 5:2,3). Quem ama deixa de lado as obras infrutíferas das trevas, para dar lugar aos frutos da luz: “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno” (1 Coríntios 13:4-8 BLH).