Meditação – 1 Pedro 3:10

Refreie a língua

 

“Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente” (1 Pedro 3:10)

 

– Como Tiago diz em sua carta, a língua é um pequenino órgão, mas capaz de causar grandes estragos (3:5,6). Relacionamentos são quebrados; amizades são abaladas; e as conseqüências são desastrosas.

Pedro diz: “refreie”! Domine! Domine com freio de falar mal dos outros; de dar falso testemunho; de provocar desunião; de colocar irmão contra irmão. O apóstolo também diz: “evite”! Fuja! Impeça que seus lábios defraudem alguém; que fale enganosamente.

Por quê? Porque quem ama sua vida e quer viver em paz e alegria com Deus, precisa fugir destas coisas. Vamos sempre lembrar daquilo que aborrece ao Senhor e Sua alma abomina (Leia Provérbios 6:16-19). Creio que não queremos que Deus se aborreça conosco e muito menos que sua alma abomine nossas palavras, atitudes e pensamentos.

Saibamos ouvir (Tiago 1:19)! Saibamos falar (Colossenses 4:6; Efésios 4:29)! Saibamos agir (Colossenses 3:17)! Saibamos como tratar os outros (Mateus 7:12)! A conseqüência disto: uma vida de amor, alegria e aprovação de Deus. 

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Meditação – 1 Pedro 2:11,12

Procedimento correto

“Amados, exorto-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências da carne, as quais combatem contra a alma; tendo o vosso procedimento correto entre os gentios, para que naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação.” (1 Pedro 2:11,12)

 

– Somos peregrinos em terra estranha, e como tal, devemos viver de modo digno ao qual fomos chamados: “abstende-vos de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22). Com certeza, o pecado e a maldade vão contra a natureza cristã.

O natural de um fumante é fumar um maço atrás do outro, e de um alcoólatra é tomar uma dose atrás de outra. O natural de um mentiroso é mentir e de um fofoqueiro é fazer fofocas. Mas e um cristão, qual a sua natureza? A sua natureza é viver no mundo e não para o mundo; é se livrar dos desejos e práticas carnais que o levam pra longe de Deus; é viver corretamente, ou seja, com sinceridade, verdade e justiça diante dos homens e de Deus; é honrar, glorificar e amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao seu próximo como a si mesmo.

Se os incrédulos falarem mal de nós, que seja por inveja, discriminação ou perseguição. Que eles não tenham razão em suas acusações contra nós para que no julgamento, Deus seja glorificado por nossas vidas santas e inculpáveis.

Meditação – Salmo 121:7

O Senhor que guarda

 

“O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.” (Salmo 121:7)

 

– O que vale mais para nós: nosso corpo ou nossa alma? E para Deus o que tem mais valor? Nosso corpo é carne e terá um fim; nossa alma é espiritual e é eterna. Nosso corpo é o nosso tabernáculo terrestre, ou seja, nossa casa. Nossa alma é o que nós somos, cada qual com sua personalidade e caráter; é aquela parte de nós que Deus criou e é eterna.

Com certeza todos nós já provamos do livramento do Senhor de algum mal neste mundo: um acidente, uma doença ou um atentado a nossa integridade física; mas há um mal pior que pode nos tirar da presença eterna de Deus: o pecado.

Nosso tabernáculo terrestre é pó e um dia voltará para ele, mas nossas almas aguardam anciosamente o retorno de nosso Senhor Jesus Cristo, quando nos dará um corpo espiritual revestido de incorruptibilidade (2 Pedro 1:13-17). O Senhor protegerá com mais vigor, aquela parte de nós que tem um destino eterno: nossas almas. Ele nos guardará de todo mal, principalmente daquele que tende a nos tirar de sua presença santa e gloriosa.

Se o nosso desejo é estar sob a guarda do Senhor, precisamos desde já buscá-lo intensamente em nossas vidas nos afastando cada vez mais daquelas coisas que podem nos corromper e nos consumir. Precisamos nos comprometer com as coisas lá do alto e nos desligar das coisas deste mundo, principalmente daquelas que nos atrapalham de servir a Deus.

Meditação – Mateus 5:45

Filhos do Pai celeste

“para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” (Mateus 5:45)

 

– Todos querem ser filhos de Deus e muitos dizem ser filhos dEle. Mas o querer e dizer não garante que isso realmente seja verdade. Muitos se iludem imaginando que tudo acontece automaticamente, bastando dizer e querer: “eu sou filho de Deus”.

Jesus nos mostra que para ser um filho de Deus, é preciso fazer algo que vai além da capacidade natural de cada um de nós. Por que pelas nossas próprias forças, nunca conseguiremos tal feito. O Senhor diz que para sermos filhos de Deus, precisamos agir como Ele age; fazer como Ele faz e amar como Ele ama.

No verso anterior (44), Jesus desafiou cada seguidor seu a amar aos inimigos e orar aos que lhes perseguem. Tal atitude é praticamente impossível para o homem guiado pela carne; mas para um verdadeiro filho de Deus, que é guiado pelo Espírito Santo, seu agir é em conformidade com a vontade de Deus.

Temos um Mestre e Ele nos ensina como devemos ser; temos um Pai e Ele nos dá o exemplo de como devemos viver e temos um Senhor que nos manda fazer aquilo que é da sua vontade. Deus derrama bênçãos como o sol e a chuva a qualquer um, mas há bênçãos que só os seus filhos recebem; uma delas é ser como Ele é.

Andando ordenadamente

Andando ordenadamente

 

“Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” (Romanos 13:3,4)

 

Pelo simples fato de sermos cristãos devemos andar desordenadamente em relação às leis dos homens, justificando que o importante é obedecer a Deus? O verso da carta de Paulo aos Romanos acima, mostra que a autoridade é ministra de Deus. Portanto, desobedecer às autoridades, é desobedecer a Deus. O apóstolo deixa claro que aquele que pratica o mal será punido, ou seja, aquele que descumpre as leis estabelecidas pelas autoridades, torna-se automaticamente culpado e passivo de punição. Em Naum 1:3 diz que “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado”. Os cristãos devem agir com honestidade em relação às leis humanas, desde que elas não contrariem a vontade de Deus. Através desta passagem – Romanos 13:1-8 -, vemos que as autoridades entre nós foram ordenadas por Deus – não os homens que estão lá, mas as funções e cargos que exercem autoridade. Desta forma o cristão demonstra o seu temor e obediência ao Senhor, também observando as leis humanas. Tais atitudes de um discípulo de Cristo mostram reverência total para com Deus, pois as autoridades que existem foram ordenadas por Ele.

 

Muitos podem dizer: “mas eu não vou obedecer a uma autoridade má e/ou corrupta”. Mas em nenhum lugar na Bíblia diz que temos que obedecer condicionalmente, ou seja, se a autoridade for boa, eu obedeço, se não, eu não obedeço. Não importa quem sejam ou o que façam, temos que obedecer; levando em conta que a autoridade de Deus está em 1º lugar. Se as autoridades criarem leis que vão contra os desígnios de Deus, teremos que ficar com Deus e a sua soberana vontade. Como exemplo, cito o fato ocorrido com Nabucodonosor, rei da Babilônia, quando ordenou que todos se curvassem a imagem de ouro que ele tinha levantado, adorando-a, mas Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, companheiros de Daniel, não se curvaram em obediência e temor a Deus, e em conseqüência, foram jogados na fornalha de fogo ardente, mas acabaram salvos pelo Senhor (Daniel 3:1-30). “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam” (Salmos 111:10). “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28).

 

Mas enfim o que é andar desordenadamente? Andar dessa forma é viver como se nunca houvesse um fim; nunca haverá um julgamento e o pior: que Deus não é Deus, ou seja, Ele não é onisciente – sabe todas as coisas -, não é onipresente – está em todo lugar – e nem onipotente – pode todas as coisas. Viver desordenadamente é viver burlando leis humanas para proveito próprio e/ou para “ajudar” as pessoas, ou seja, dar uma “mãozinha”. Não vamos confundir bondade com subserviência. Bondade é a inexistência do mal em nossas vidas (fruto do Espírito Santo – Gálatas 5:23); bondade é abster “de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22). Subserviência é fanatismo, adulação, bajulação, servilismo – “servil é aquele que segue com excessivo rigor um modelo ou original”. Se os tais fossem realmente servos de Cristo, iriam saber que Jesus não é nem adulador e muito menos bajulador. Como seres humanos, gostamos quando alguém elogia o nosso caráter, personalidade ou atitude. Não há nada de errado em fazer e receber elogios, desde que neles haja sinceridade.

 

Jesus nos ensinou que devemos dar a Deus o que é Deus e aos homens o que é dos homens. “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17). A vida do cristão pertence a Deus e deve ser entregue ao Senhor para a Sua glória. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12:30). Os impostos, as contas a pagar e as leis humanas pertencem a esse mundo e devem ser cumpridas para honra e glória de Deus. “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:5-8).

 

Que Jesus ajude-nos a sermos verdadeiramente bons, ou seja, retirar de nossas vidas toda forma de mal, coisas que não condiz com uma vida santa e consagrada a Deus, servindo a Ele e ao nosso próximo com justiça e retidão. Também, sejamos bons cidadãos neste e em qualquer outro país, não por acharmos que somos melhores que os outros, mas “por dever de consciência” (Romanos 13:5) para com Deus. A nova consciência adquirida através do batismo bíblico “… que agora salva vocês. Esse batismo não é lavar a sujeira do corpo, mas é o compromisso feito com Deus, o qual vem de uma consciência limpa. Essa salvação vem por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 3:21 NTLH).

O batismo é pra quem tem consciência: consciência que é pecador; que precisa mudar; que precisa se arrepender. O batismo não é infantil, mas é para aqueles que querem nascer de novo, para uma nova vida de obediência a Deus. É para aqueles que discernem entre o bem e o mal. “… respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:3-6). Quando aprendemos o que é certo, não podemos continuar no erro, mas precisamos seguir a vontade de Deus, pois “a tua palavra é a verdade” (João 17:17).