O caráter aprovado por Deus

Reflexão 98

Reflexão

Seja qual for o serviço prestado a Deus nos trabalhos da igreja o discípulo de Cristo deve colocar em prática os ensinamentos do Senhor. É preciso que ele procure ser exemplo para os outros, e assim a palavra e o nome de Deus não sejam difamados. É preciso que ele imite a Cristo, e dessa forma, seja notada a direção do Espírito Santo em sua vida. Por isso é muito importante que o servo de Deus tenha uma vida íntegra e correta aplicando sempre os ensinamentos do Senhor primeiramente em sua própria vida.

Os servos que ministram na igreja precisam agir com seriedade em sua conduta, praticando os ensinamentos de Jesus, tendo a direção do Espírito Santo de Deus.

Paulo é um exemplo de servo chamado para ministrar no trabalho de Deus. A conversão dele foi genuína, de perseguidor da igreja de Deus passou a ser perseguido por causa dela. O apóstolo abriu mão de seus direitos e de sua própria vontade para servir integralmente ao Senhor. Ele desenvolveu um caráter aprovado por Deus e que devemos imitar (1 Coríntios 11:1).

Resumo:

O discípulo de Cristo deve…

1 – Praticar a verdade
2 – Ser um exemplo para os outros
3 – Imitar a Cristo
4 – Ter uma conduta irrepreensível
5 – Ter uma conversão genuína
6 – Ter a vontade de Deus como soberana
7 – Servir integralmente ao Senhor

O que diz a palavra

Texto base: 1 Tessalonicenses 1-3

Chegando ao entendimento

Através do exemplo de Paulo descrito na passagem de 1 Tessalonicenses 1-3, podemos comprovar como deve ser o caráter de um servo de Deus. A dedicação e o amor dele ao Senhor está acima de qualquer dificuldade que se possa encontrar no caminho. Analisemos cada detalhe desse caráter:

1 – A oração e a intercessão devem fazer parte de sua vida (1:2-4)

“2 Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, 3 recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, 4  reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição”

Paulo intercedia por todos os irmãos, reconhecia o valor que tinham no serviço do Senhor e enfatizava e valorizava as suas qualidades.

2 – Ser guiado com poder pelo Espírito Santo (1:5-7)

“5 porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós. 6  Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.”

Paulo tinha convicção do que fazia, pois deixava o Espírito Santo guiar os seus passos. Ele não apenas ensinava a verdade, mas a praticava em sua própria vida (Efésios 4:9). Ele não desprezava as escrituras, pois cria nelas e deixava o Espírito de Deus auxiliá-lo (1 Tessalonicenses 5:19,20).

3 – Ter coragem (2:1,2)

“1 Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; 2  mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.”

Paulo não se intimidava com a grande oposição e perseguição de seus adversários, porque tinha total confiança em Deus e sabia que Ele não o abandonaria. Mesmo sendo maltratado e insultado, não deixava de pregar a palavra. Lutava com todas as suas forças para alcançar o seu objetivo (Romanos 1:1).

4 – Ser fiel (2:3,4)

“3  Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; 4 pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração.”

Fidelidade é uma das virtudes pessoais que o servo de Deus deve desenvolver em sua vida, pois ela é um dos atributos naturais de Deus e Ele espera que todos os seus seguidores também tenham (1 Coríntios 1:9; 4:2). Deus confiou a Paulo o evangelho para que ele pudesse ser anunciado aos povos em conformidade com a vontade do Senhor. O apóstolo demonstrou a sua fidelidade falando apenas o que agradava a Deus e não aos homens. Ele não mudava a sua postura por causa das perseguições, tradições ou cultura, porque sabia de seu compromisso com Deus.

5 – Não se corromper (2:5-7)

“5 A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. 6 Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. 7 Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos”

O servo de Deus não pode servir a dois senhores disse Jesus (Lucas 16:13). Aquele que quer trabalhar para Deus deve esquecer seus próprios interesses para fazer aquilo que o Senhor quer e da maneira que Ele quer. O discípulo de Cristo não se vende por nada. Não fala coisas vãs para agradar a homens nem faz seu trabalho por obrigação. Pelo contrário ele dá a sua vida pela obra de Deus, ele quer agradar a Deus sobre todas as coisas e faz o seu trabalho com amor e por amor a Jesus (1 Coríntios 10:33).

6 – Ser irrepreensível (2:10)

“Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes.”

Paulo se preocupava muito com o seu testemunho diante de Deus e dos homens. Ele procurava ter uma conduta limpa, correta e sem faltas (2 Coríntios 1:12). Ter uma vida limpa é o dever de todo filho de Deus.

7 – Ter bondade em seu coração (2:11,12; 3:1,2)

“11  E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, 12  exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória. 1 Pelo que, não podendo suportar mais o cuidado por vós, pareceu-nos bem ficar sozinhos em Atenas; 2  e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos”

Paulo entendia a bondade de Deus e por isso procurava passá-la aos irmãos. Deus quer corrigir os homens de suas transgressões para transformá-los em novas criaturas. O apóstolo sabia da importância de corrigir os irmãos de suas faltas, por isso não deixava de exortar, repreender e admoestá-los a viverem uma vida santa na presença de Deus (Filipenses 1:27).

8 – Ter alegria (3:9,10)

“9 Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus, 10  orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?”


A alegria de Paulo estava em primeiro lugar, servir a Deus levando a mensagem de salvação aos homens; segundo, em ver que seu trabalho não estava sendo em vão; e em terceiro, por ser útil aos irmãos. A alegria do cristão é saber que seu trabalho, esforço e sua fé serão recompensados pela salvação eterna no último dia. Paulo aprendeu a viver contente em qualquer situação, abrindo mão de tudo que possuía (Filipenses 3:8; 4:11).

Aplicação

Como vemos o Senhor já nos deixou o modelo do servo que lhe agrada. Aquele que se entrega completamente ao seu senhorio e autoridade. Se Paulo sendo um homem pecador como nós, serviu a Deus e conseguiu a Sua aprovação, porque nós não conseguiremos? Busquemos a Deus e a Sua soberana vontade enquanto há oportunidade e imitemos aqueles que seguem a verdade.

Sugestões para aplicação:

1 – Interceda e ore pelos irmãos
2 – Deixe o Espírito Santo guiá-lo
3 – Enfrente os desafios e obstáculos com fé em Deus
4 – Faça a vontade de Deus
5 – Ande em santidade e na Justiça de Deus
6 – Ajude os irmãos mais fracos, sustente-os e de suporte
7 – Contente-se com o que você tem
8 – Sirva a Deus com alegria

Leitura de encorajamento:

“Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade” (Provérbios 2:4-7)

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Meditação – Mateus 10:40

Quem recebe, recebe

 

jesus-101“Quem vos recebe a mim me recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” (Mateus 10:40)

 

– Devemos amar a Jesus mais do que qualquer pessoa nesta vida e também estar dispostos a perder a nossa vida por causa dEle (vers. 37-39). Agora o Senhor mostra-nos a importância de segui-lo, pois quem nos recebe como cristãos recebe o próprio Jesus e quem o recebe, recebe o Pai. Isto exige seriedade na vida cristã. Exige testemunho, autenticidade e entrega total a Cristo.

1) Testemunho, porque somos testemunhas vivas da vida, morte e ressurreição do Senhor Jesus e dos seus ensinamentos.

2) Autenticidade, porque, nossa conduta confirmará nossas palavras e também que mantemos comunhão plena com Ele. 

3) Entrega total, porque quando nos entregamos a Jesus em obediência ao batismo, estamos entregando 100% de nossas vidas, ou seja, tudo o que temos e somos passa a ser do Senhor; coração, alma, força e entendimento pertencem a Deus (Lucas 10:27).

Quem se opõe a um cristão, está de opondo ao próprio Deus, pois eles são sacerdotes do Senhor aqui na terra (1 Pedro 2:4,5; Apocalipse 1:5,6). Que possamos consagrar nossas vidas integralmente a Jesus, para que sejamos usados como instrumentos puros e santificados nas mãos dEle para honra e glória de Deus Pai e para que Seu nome, salvação, graça e misericórdia sejam conhecidos de todos.

 

Meditação – João 12:26

Servindo e seguindo Jesus

joao-1226“Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” (João 12:26)

 

– Onde está o mestre, ali o discípulo também estará. Jesus é o nosso Mestre, porque Ele é aquele que nos ensina, tanto pelo Seu reto ensino, como pelo Seu exemplo perfeito. Na verdade, Jesus é o Mestre dos mestres; assim como Ele é o Senhor dos senhores e o Médico dos médicos. Jesus é o Senhor, porque Ele tem o senhorio, ou seja, Ele sabe todas as coisas e pode todas as coisas; Ele é Deus, o Emanuel, Deus conosco.

Se desejamos ser seus servos, precisamos segui-lo. Porém, Jesus nos deixou a forma de como fazê-lo: 1º – Ele deve ser o único Senhor de nossas vidas (Mateus 6:24); 2º – Nosso compromisso não pode ser superficial ou momentâneo, mas integral, pois haverá grandes dificuldades que nos desafiarão (Mateus 8:21,22). 3º – Nosso amor a Ele deve estar em primeiro lugar (Lucas 15:26); 4º – Devemos estar dispostos e preparados para renunciar tudo por causa dEle (Lucas 15:27-33); 5º – Devemos desapegar das coisas deste mundo, porque são perecíveis e podem nos levar a ruína (Mateus 19:16-22); 6º – Alimentar-se dEle como o verdadeiro pão da vida, o único que pode nos dar a vida eterna (João 6:47-58).

No discurso de Jesus em João 6, muitos dos seus discípulos o abandonaram, pois não suportaram a verdadeira realidade de segui-lo (vers. 60-66). O Senhor então se dirigiu aos apóstolos e lhes pôs a prova: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” (João 6:67). A resposta de Pedro deve ser a nossa: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus” (João 6:68,69).

Sabemos que os apóstolos cambalearam e se amedrontaram por muitas vezes, principalmente após a prisão de Jesus; até o ponto de o negarem. Mas sabemos também que eles permaneceram fiéis ao chamado do Senhor, após sua morte e ressurreição, e perseveraram até o fim enfrentando todo tipo de tribulação e até mesmo a morte por causa de Jesus. E nós, estamos prontos para sermos honrados pelo Pai?

“Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará.” (João 12:26)

Meditação – 1 João 2:15

Não ameis o mundo

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15)

 

– Algo nos prende a este mundo? Ele interfere em nossas decisões? Seus acontecimentos nos influenciam? Estamos presos a datas, festas e comemorações impostas por ele? Somos levados pela nuvem de consumismo desenfreado de coisas e mais coisas?

O mundo atual está tomado pelas falsas religiões e pelas coisas que Deus detesta e abomina (Pv 6:16-19). Milhares de pessoas são contagiadas pelo devaneio comemorativo: “aproveitemos a vida, pois um dia morreremos mesmo” (Is 22:13). Como cristãos, precisamos tomar o devido cuidado, para que as coisas que há no mundo e nada tem a ver com a vontade de Deus, nos façam esquecer de quem somos, o que precisamos fazer e como devemos proceder. Lembremos que este mundo tomado pelas concupiscências da carne e pela irreverência para com Deus, não é um lugar para seus seguidores fiéis (Hb 11:35-40); eles estão aqui de passagem.

O verso é claro, se amamos o mundo e as coisas que há nele – e muitas delas podem até nos fascinar – não temos o amor de Deus! O amigo do mundo é inimigo de Deus (Tg 4:4).

Há coisas que precisamos dar valor e são poucos que realmente dão: A morte e ressurreição de Cristo (1 Co 15:3,4); a nossa salvação nEle (2 Tm 2:10); a misericórdia de Deus renovada a cada manhã (Lm 3:22,23); a nossa família espiritual (Ef 2:19-22); um novo caminho (Hb 10:19-22); uma nova mente (1 Pe 3:21); um novo coração (2 Co 4:6); o fruto do Espírito (Gl 5:22,23); a habitação de Deus conosco (Jo 14:23); o templo do Espírito santo (1 Co 6:19); o perdão de nossos pecados (Ef 1:3-10); e a igreja gloriosa a qual pertencemos (Ef 5:25b-27).

Que as pessoas deste mundo, sejam eles nossos parentes, amigos, conhecidos ou qualquer outra pessoa, possam ver em nós a verdadeira satisfação de ser cristão e carregar este nome com alegria, amor e reverência. Estas são as coisas que devemos compartilhar, amar e comemorar todos os dias.

Magnificância

Magnificância – A volta de Cristo

 

Espetáculo maravilhoso foi visto nas Olimpíadas de Pequim! O mundo se voltou quase que completamente a este grandioso evento que de uma forma ou de outra, uniu os continentes e consequentemente seus países. O próprio emblema – de 5 elos – simboliza esta união. Infelizmente sabemos, que nem o esporte consegue acabar com a violência e hostilidade entre vários países que participaram dos jogos. Mas é bom ver que, apesar de tudo, o homem, desejando, pode conviver de forma racional com seus semelhantes; respeitando e cooperando uns com outros para o bem comum.

 

Sexta-feira, 8 de agosto foi um dia de festa na China, quando se realizou a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos. Não pude ver o espetáculo ao vivo, mas tive acesso às fotos e alguns dias depois vi a re-apresentação dos melhores momentos na tv. Igualmente, a festa de encerramento, domingo, dia 24, repetiu-se o espetáculo grandioso. Com certeza, quem estava presente no estádio deve ter ficado maravilhado, tamanha a grandiosidade, organização e beleza das cerimônias; além é claro das competições. Isto me fez e me faz lembrar de algo de grandiosidade e beleza inigualáveis:

 

A volta de Cristo e a esperança da vida eterna no céu. Isto é uma realidade, pois Jesus disse:

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