Cristãos piedosos

O cristão não fica procurando apoio fora da Palavra de Deus para satisfazer sua própria vontade, “antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite” (Salmo 1:2). Ele medita, compreende e busca praticar a Palavra para ter atitudes que agradam a Deus. Ele a guarda em seu coração, para andar em santidade de vida: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119:11). O cristão busca intensamente conhecer a vontade de seu Senhor: “Consumida está a minha alma por desejar, incessantemente, os teus juízos” (Salmo 119:20). Ele suplica a Deus que tire a “cegueira” de seus olhos para contemplar a Sua Palavra: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmo 119:18). Seu coração está voltado para o Senhor, e assim, ele o busca ao invés de fugir dEle: “De todo o coração te busquei; não me deixes fugir aos teus mandamentos” (Salmo 119.10).

 

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Meditação – Tito 2:11-14



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A graça de Deus

“Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.” (Tito 2:11-14)

– Deus se aproximou de todos nós com o intuito de nos resgatar de nossas iniqüidades. Pela sua graça fomos salvos da condenação certa, como o mundo que “jaz no maligno” (1 João 5:19). Ele nos mostrou o quanto estávamos longe dEle, entregues ao pecado tão abundantemente exposto no mundo. Ele nos chamou, nos salvou e tem nos mostrado onde e como devemos andar: em santidade e novidade de vida.

Agora, o que nos resta é aguardar pacientemente a volta de nosso Senhor Jesus que virá buscar os seus; aqueles que aceitaram o seu chamado; que compreenderam que não poderiam mais viver como antes, pois foram limpos e purificados de suas paixões e desejos carnais; aqueles que estão sendo “transformados, de glória em glória, na sua própria imagem” (2 Coríntios 3:18).

Jesus se entregou como sacrifício vivo por todos nós para anular nossa dívida diante do Pai a qual não poderíamos pagar. Sem Jesus estávamos todos condenados ao castigo eterno, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Ele nos limpou para ser somente dele; um povo santo e consagrado para realizar tudo aquilo que Ele planejou em sua obra redentora. Somos parte do plano de Deus para a salvação em Cristo Jesus. Sejamos “bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 Pedro 4:10), ou seja, sejamos aqueles que cuidam e dedicam suas vidas a causa de Cristo aqui na terra.

Qual é a igreja verdadeira?

Jesus

 

A igreja verdadeira é aquela estabelecida por Jesus Cristo através de seus apóstolos. A igreja do Senhor Jesus foi estabelecida durante a festa judaica chamada Pentecostes – ou festa da colheita – festa que era comemorada pelos judeus cinquenta dias depois da páscoa.

Jesus já havia prevenido o apóstolo Pedro sobre Sua igreja; veja: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Pedro foi o apóstolo que levantou a questão após a ressurreição do Senhor: “Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos e disse: Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura…” (Atos 1:15,16a). Os discípulos reunidos ali, receberam do céu, poder para começarem seu ministério: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:1-4).

Há uma confusão enorme em relação a essas línguas – alguns interpretam como línguas estranhas; outros como línguas de anjos; etc., – mas na verdade eram línguas inteligíveis, porém, de outros povos que vieram de diversos países para a festa em questão; veja: “Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falarcada um em nossa própria língua materna?” (Atos 2:5-8). Exemplificando é como se estivemos no Brasil num grande evento e viessem americanos, alemães, italianos, japoneses e etc., e cada um pudesse entender em suas línguas maternas o que vários pregadores estivessem falando, cada qual em sua própria língua.

Pedro e os demais apóstolos então se levantaram e começaram a pregar as boas novas: “Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras… Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;  sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (Atos 2:14, 22-24). Os apóstolos então declararam aos judeus que Jesus era o Messias esperado por eles: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

Os judeus atormentados e aflitos perguntaram aos apóstolos o que precisariam fazer para reparar o erro cometido; quando o apóstolo Pedro tomou a frente mais uma vez e respondeu que só por meio do arrependimento e batismo poderiam ser salvos da condenação; veja: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:37,38).

Eles então foram acrescentados por Deus a igreja que estava nascendo, a igreja de Jesus – aquela que Ele preveniu a Pedro na passagem de Mateus – através do batismo: Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: “Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (Atos 2:40,41).

Agora como cristãos, viviam completamente diferente da vida que levavam antes; veja: E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas oraçõesEm cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comumVendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templopartiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2:42-47).

Nesta descrição, confirmamos que a igreja foi estabelecida por Jesus Cristo através de seus enviados especiais – os apóstolos – que foram usados como instrumentos para colocar em prática o Seu plano e a Sua vontade.

– A igreja verdadeira é aquela que está fundamentada nas verdades do Novo Testamento e busca resgatar estes princípios. A doutrina que a igreja precisa seguir está toda registrada nas páginas do Novo Testamento e em nenhum lugar mais.

– A igreja verdadeira não precisa de credos ou preceitos humanos, pois ela é movida pela Palavra de Deus que é perfeita: “O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado” (1 Coríntios 13:8-10).

– A igreja verdadeira tem no Novo Testamento – a nova aliança de Deus – sua autoridade e regra de fé. No Antigo Testamento – a antiga aliança de Deus – a igreja observa os princípios e preceitos para conhecer o caráter de Deus, Sua criação e profecias a respeito do Filho do Homem – Jesus, o Salvador. Quando tentam unir as duas alianças, anulam o que Cristo fez, ou seja, estabelecer uma nova aliança de Deus com os homens. A antiga aliança teve o seu papel: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio (Gálatas 3:24,25). Ela serviu como um aio ou tutor – pessoa de confiança que cuida de uma criança, educando-a ou disciplinando-a até que ela atinja a maior idade – para levar-nos a Cristo. Cumprida a tarefa do tutor, não justifica continuarmos buscando a sua tutela, já que agora estamos sob a tutela de Cristo. Voltar à antiga lei é anular a graça de Deus dada em Jesus Cristo. “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes” (Gálatas 5:4).

 – A igreja verdadeira obedece às ordens de Seu único Senhor porque o ama: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (João 5:3). Ela não desvia da vontade de Deus ou faz barganha para ganhar mais membros: “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Coríntios 2:17).

 – A igreja verdadeira é o corpo de Cristo, sendo Ele a Cabeça, aquele que guia, direciona e comanda o corpo: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:18,19).

 – A igreja verdadeira é a gloriosa noiva de Cristo, que Ele virá buscar para estar ao Seu lado eternamente: “…porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. … Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:23, 25-27).

 – A igreja verdadeira não se dobra ou se une a organizações humanas: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? (2 Coríntios 6:14).

 – A igreja verdadeira não é uma organização, mas um organismo vivo: “…vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1 Coríntios 12:27).

 – A igreja verdadeira não escandaliza a sociedade com procedimentos vergonhosos e também não é uma entidade financeira, que só fala e pede dinheiro: “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado (soberbo; pretensioso), nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamaçõessuspeitas malignasaltercações (provocar polêmica) sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade (zelo e temor a Deus) é fonte de lucro (1 Timóteo 6:3-5).

Por fim a igreja verdadeira é aquela que faz a vontade de Deus, prega o evangelho, segue a verdade em amor e glorifica a Deus pelas suas atitudes e procedimento santo.

 Louvado seja Deus pela Sua igreja gloriosa, busque-a, e você a achará!

O sofrimento que produz alegria


O cristianismo puro e simples não ficará livre de tempos difíceis. Atrevo-me a dizer que é impossível para aquele que professa a verdadeira fé em Cristo neste mundo de corrupção, maldade e injustiça, não passe por momentos de tribulação em sua vida. O cristão, no sentido exato da palavra, ou seja, aquele que segue e obedece fielmente à vontade de Deus, não se alegra com a irreverência, com a malícia e com toda sorte de impureza, tão claramente impostas no mundo atual. O cristão não participa das obras infrutíferas das trevas; não tem prazer em nenhuma delas, antes como bom soldado de Cristo, tem muito a fazer em prol de seu General e não perde seu tempo com coisas vãs. Ele participa dos “sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:3,4).

Se você foi chamado por Cristo, alistado por Ele, o General, não perca tempo em batalhas vãs, batalhe pela causa de Cristo, ir “buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10).

Hoje estão cada vez mais “normais” no dia a dia da sociedade moderna, práticas irreverentes como: adultério, divórcio, imoralidade, falsidade, violência, corrupção, maldade, etc. A moral que Deus colocou em cada homem ao criá-lo, parece não fazer nenhuma diferença. Só em Cristo é possível para o pecador retomar o caráter que lhe foi colocado, quando da sua criação por Deus. O mais grave ainda é a falta de compromisso com o Senhor daqueles que se dizem “cristãos”, que com suas condutas, mostram-se completamente desconhecedores da pureza e santidade, fatores indispensáveis para uma comunhão plena com Deus. “Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Tessalonicenses 2:13). O fato é que existem muitos religiosos, mas poucos seguidores fiéis a Jesus Cristo e a sua soberana vontade.

 

Deus busca verdadeiros seguidores que “o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). O cristão fiel sofrerá muito neste mundo corrupto comandado pelo paganismo e idolatria, mas é um sofrimento que produz alegria; a mesma alegria e satisfação que os apóstolos tiveram ao serem açoitados e mortos pela causa de Cristo; por serem fiéis a Ele. “Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenando-lhes que não falassem em o nome de Jesus, os soltaram. E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome(Atos 5:40,41). O alvo de cristão é o céu – a morada eterna ao lado de Deus -; aqui, apenas estamos de passagem, peregrinos em terra estranha, pois a nossa pátria é a celestial. Muitos confundem o sofrimento que os apóstolos e servos de Deus tiveram ao longo dos anos, como se Deus não fizesse nada para impedir. Mas a verdade é que “…todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Viver piedosamente é viver em reverência total para com Deus; é ser zeloso com a Sua obra; é cuidar de Seus interesses aqui na terra; é ser fiel em toda e qualquer situação. O “mundo” não está interessado nisto, e quem decidir se envolver, ou melhor, se comprometer com Deus, cabalmente começará a ser perseguido, pois quem se aproxima dele precisa deixar muitas praticas (como as que descrevi acima) e não se envolver com “negócios desta vida” que a sociedade busca desenfreadamente e acabam tirando o cristão da meta principal que é servir e agradar a Deus.

 

“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:14-16). Ser santo é ser separado para servir a Deus; é não se corromper; é não se amoldar aos padrões humanos de moralidade. Ser santo é não se contaminar com as impurezas e desejos desenfreados da carne e dos pensamentos. Ser santo é ser consagrado ao serviço de Deus, ou seja, separar a sua vida para ser usada pelo Senhor como um instrumento purificado.

 

Que busquemos cada vez mais esse caráter de Deus em nossas vidas; o caráter que nos faz semelhantes a Ele. Um caráter que não se dobra ante a imposição ou influência deste mundo de transgressão, maldade e injustiça.