Meditação – Romanos 13:3,4

Queres tu não temer a autoridade?

“Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” (Romanos 13:3,4)

 

– Infelizmente a verdade da Palavra de Deus tem sido colocada de lado, dando lugar as palavras de homens que defendem o mal e a desordem. Um dos deveres dos magistrados, ou seja, pessoas revestidas de autoridade superior judicial ou civil, conforme parecer bíblico é punir, e punir com rigor os que praticam o mal: “… ela traz a espada; … para castigar o que pratica o mal”.

O mundo está cada dia mais difícil de se viver devido à violência, maldade e impunidade existentes. Os cidadãos comuns estão cada vez mais aprisionados pela falta de segurança, paz e tranqüilidade no mundo. Leis retrógradas, corrupção, impunidade e indiferença com o sofrimento das pessoas, têm sido erros trágicos na vida daqueles que deveriam ser os nossos defensores e quem aproveita disso, são os malfeitores que não temendo tal “autoridade”, por não puni-los de acordo com seus crimes, continuam a tramar e a praticá-los. 

Deus cobrará de cada um de nós o que temos feito com o que recebemos dEle e ninguém será inocentado de sua culpa como é comum vermos atualmente (Hebreus 4:12,13; Naum 1:3). Os magistrados receberam de Deus a incumbência de gerar segurança e punir quem se rebela contra as autoridades e a ordem pública; os cidadãos deste mundo receberam a incumbência de se sujeitar as autoridades existentes, pois é ordenação de Deus (Romanos 13:1,2), e nós os cristãos, recebemos igual incumbência dada a qualquer cidadão, mas “antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29), caso as autoridades deste mundo se corrompam e imponham leis contrárias a vontade do Criador. Quando as autoridades não punem rigorosamente os culpados, deixam de ser ministros de Deus, ou seja, deixam de servir a ordem dEle.

Quando pessoas deixam o bem e se tornam malfeitores, partindo para o mal cometendo crimes, devem ser punidas pelas autoridades competentes com o rigor que cada ato mereça.

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Meditação – 2 Pedro 2:9-11

 Livrando os piedosos

2-pedro-29-11

 

“É porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores, ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor.” (2 Pedro 2:9-11)

 

– Pedro destacou dois homens neste contexto atribuído ao que acontecerá com os falsos mestres e seus seguidores: o exemplo da fidelidade e obediência na vida de Noé e o exemplo de retidão e santidade na vida de Ló. Noé, o “pregador da justiça” e Ló o “justo”.

O apóstolo exibiu o contraste de como Deus trata a piedade e a impiedade dos homens: os primeiros serão libertos e os outros reservados a punição. O impressionante é que mesmo sabendo do castigo que há de vir aos que andam na impiedade, não só continuam a fazer, mas estimulam outros a seguirem suas praticas libertinas. Continuam no engano das doutrinas humanas, ao amor do dinheiro, exigindo e cobrando “tarifas” para manter a regalia de suas vidas recheadas de “imundas paixões”, e por fim a uma conduta iníqua perante Deus.

Com irreverência e soberba, eles não respeitam a autoridade e o governo de Deus e também àqueles a quem o Senhor concede, como se fossem auto-suficientes e que nunca terão que prestar contas de suas praticas libertinas. Nem os anjos que em relação a força e poder, superam os homens, são irreverentes ao ponto de difamar “autoridades superiores”.

Nossa tendência é falar mal das autoridades, principalmente daquelas ligadas a política (e há razões suficientes para isso). Em romanos 13, porém, Paulo nos  mostrou que devemos respeitar e cumprir as leis humanas sob pena de punição rigorosa se rebelarmos contra elas; e em 1 Timóteo 2, a orarmos e intercedermos pelas autoridades e todos os homens “para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (v. 2b). Qual o propósito disso tudo? “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:3,4).

 

Andando ordenadamente

Andando ordenadamente

 

“Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.” (Romanos 13:3,4)

 

Pelo simples fato de sermos cristãos devemos andar desordenadamente em relação às leis dos homens, justificando que o importante é obedecer a Deus? O verso da carta de Paulo aos Romanos acima, mostra que a autoridade é ministra de Deus. Portanto, desobedecer às autoridades, é desobedecer a Deus. O apóstolo deixa claro que aquele que pratica o mal será punido, ou seja, aquele que descumpre as leis estabelecidas pelas autoridades, torna-se automaticamente culpado e passivo de punição. Em Naum 1:3 diz que “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado”. Os cristãos devem agir com honestidade em relação às leis humanas, desde que elas não contrariem a vontade de Deus. Através desta passagem – Romanos 13:1-8 -, vemos que as autoridades entre nós foram ordenadas por Deus – não os homens que estão lá, mas as funções e cargos que exercem autoridade. Desta forma o cristão demonstra o seu temor e obediência ao Senhor, também observando as leis humanas. Tais atitudes de um discípulo de Cristo mostram reverência total para com Deus, pois as autoridades que existem foram ordenadas por Ele.

 

Muitos podem dizer: “mas eu não vou obedecer a uma autoridade má e/ou corrupta”. Mas em nenhum lugar na Bíblia diz que temos que obedecer condicionalmente, ou seja, se a autoridade for boa, eu obedeço, se não, eu não obedeço. Não importa quem sejam ou o que façam, temos que obedecer; levando em conta que a autoridade de Deus está em 1º lugar. Se as autoridades criarem leis que vão contra os desígnios de Deus, teremos que ficar com Deus e a sua soberana vontade. Como exemplo, cito o fato ocorrido com Nabucodonosor, rei da Babilônia, quando ordenou que todos se curvassem a imagem de ouro que ele tinha levantado, adorando-a, mas Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, companheiros de Daniel, não se curvaram em obediência e temor a Deus, e em conseqüência, foram jogados na fornalha de fogo ardente, mas acabaram salvos pelo Senhor (Daniel 3:1-30). “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam” (Salmos 111:10). “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28).

 

Mas enfim o que é andar desordenadamente? Andar dessa forma é viver como se nunca houvesse um fim; nunca haverá um julgamento e o pior: que Deus não é Deus, ou seja, Ele não é onisciente – sabe todas as coisas -, não é onipresente – está em todo lugar – e nem onipotente – pode todas as coisas. Viver desordenadamente é viver burlando leis humanas para proveito próprio e/ou para “ajudar” as pessoas, ou seja, dar uma “mãozinha”. Não vamos confundir bondade com subserviência. Bondade é a inexistência do mal em nossas vidas (fruto do Espírito Santo – Gálatas 5:23); bondade é abster “de toda forma de mal” (1 Tessalonicenses 5:22). Subserviência é fanatismo, adulação, bajulação, servilismo – “servil é aquele que segue com excessivo rigor um modelo ou original”. Se os tais fossem realmente servos de Cristo, iriam saber que Jesus não é nem adulador e muito menos bajulador. Como seres humanos, gostamos quando alguém elogia o nosso caráter, personalidade ou atitude. Não há nada de errado em fazer e receber elogios, desde que neles haja sinceridade.

 

Jesus nos ensinou que devemos dar a Deus o que é Deus e aos homens o que é dos homens. “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17). A vida do cristão pertence a Deus e deve ser entregue ao Senhor para a Sua glória. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Marcos 12:30). Os impostos, as contas a pagar e as leis humanas pertencem a esse mundo e devem ser cumpridas para honra e glória de Deus. “É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Romanos 13:5-8).

 

Que Jesus ajude-nos a sermos verdadeiramente bons, ou seja, retirar de nossas vidas toda forma de mal, coisas que não condiz com uma vida santa e consagrada a Deus, servindo a Ele e ao nosso próximo com justiça e retidão. Também, sejamos bons cidadãos neste e em qualquer outro país, não por acharmos que somos melhores que os outros, mas “por dever de consciência” (Romanos 13:5) para com Deus. A nova consciência adquirida através do batismo bíblico “… que agora salva vocês. Esse batismo não é lavar a sujeira do corpo, mas é o compromisso feito com Deus, o qual vem de uma consciência limpa. Essa salvação vem por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 3:21 NTLH).

O batismo é pra quem tem consciência: consciência que é pecador; que precisa mudar; que precisa se arrepender. O batismo não é infantil, mas é para aqueles que querem nascer de novo, para uma nova vida de obediência a Deus. É para aqueles que discernem entre o bem e o mal. “… respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:3-6). Quando aprendemos o que é certo, não podemos continuar no erro, mas precisamos seguir a vontade de Deus, pois “a tua palavra é a verdade” (João 17:17).