Oração

Meditação – 1 Pedro 4:7

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O fim de todas as coisas está próximo

“Ora, o fim de todas as coisas está próximo; sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações.” (1 Pedro 4:7)

– Há momentos importantes em nossas vidas e quando eles se aproximam, tomamos todas as precauções para que eles aconteçam da melhor forma possível. Se vamos prestar um exame de vestibular, nos preparamos, fazemos cursos, estudamos ininterruptamente, perdemos noites de sono e dias de descanso; ficamos completamente envolvidos e entregues para este propósito.

Quando vamos prestar uma entrevista de emprego, vestimos uma roupa adequada, preparamos o visual e o que vamos dizer, como vamos nos portar, organizamos o currículo, etc. e tal.

Em tantas outras questões da vida cotidiana, somos criteriosos e sóbrios, além de pedirmos a Deus que abençoe. Porém, “o fim de todas as coisas está próximo”, mas não sabemos a hora e nem o dia. Então como devemos nos portar? Pedro responde: devemos ser prudentes, andando com moderação, deixando o Espírito Santo guiar nossas ações e estando sempre alertas buscando a Deus em oração.

Esforçamos muito para diversas coisas nesta vida, mas será que as coisas de Deus estão em primeiro lugar? Temos os mesmos critérios quando o assunto é a vida cristã, o relacionamento com Deus, a comunhão com os irmãos, as reuniões da igreja e o serviço ministerial? Muitos dedicam toda força, o tempo e a inteligência para projetos pessoais e as coisas do mundo, mas para com coisas do Senhor, não há a mesma garra e vontade, por quê? Afinal, a quem vamos prestar contas de nossas vidas no último dia? (Veja 2 Coríntios 5:10; Hebreus 4:13).

“O fim de todas as coisas está próximo”, por isso precisamos escolher o que é mais importante para nós e o que receberemos através desta escolha para não sermos surpreendidos com algo que não esperávamos. Que Deus nos ilumine e nos faça zelosos em todas as suas coisas (1 Coríntios 4:1,2; 1 Pedro 4:10).

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O caráter aprovado por Deus

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Reflexão

Reflexão 98Seja qual for o serviço prestado a Deus nos trabalhos da igreja o discípulo de Cristo deve colocar em prática os ensinamentos do Senhor. É preciso que ele procure ser exemplo para os outros, e assim a palavra e o nome de Deus não sejam difamados. É preciso que ele imite a Cristo, e dessa forma, seja notada a direção do Espírito Santo em sua vida. Por isso é muito importante que o servo de Deus tenha uma vida íntegra e correta aplicando sempre os ensinamentos do Senhor primeiramente em sua própria vida.

Os servos que ministram na igreja precisam agir com seriedade em sua conduta, praticando os ensinamentos de Jesus, tendo a direção do Espírito Santo de Deus.

Paulo é um exemplo de servo chamado para ministrar no trabalho de Deus. A conversão dele foi genuína, de perseguidor da igreja de Deus passou a ser perseguido por causa dela. O apóstolo abriu mão de seus direitos e de sua própria vontade para servir integralmente ao Senhor. Ele desenvolveu um caráter aprovado por Deus e que devemos imitar (1 Coríntios 11:1).

Resumo:

O discípulo de Cristo deve…

1 – Praticar a verdade
2 – Ser um exemplo para os outros
3 – Imitar a Cristo
4 – Ter uma conduta irrepreensível
5 – Ter uma conversão genuína
6 – Ter a vontade de Deus como soberana
7 – Servir integralmente ao Senhor

O que diz a palavra

Texto base: 1 Tessalonicenses 1-3

Chegando ao entendimento

Através do exemplo de Paulo descrito na passagem de 1 Tessalonicenses 1-3, podemos comprovar como deve ser o caráter de um servo de Deus. A dedicação e o amor dele ao Senhor está acima de qualquer dificuldade que se possa encontrar no caminho. Analisemos cada detalhe desse caráter:

1 – A oração e a intercessão devem fazer parte de sua vida (1:2-4)

“2 Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando-vos em nossas orações e, sem cessar, 3 recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, 4  reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição”

Paulo intercedia por todos os irmãos, reconhecia o valor que tinham no serviço do Senhor e enfatizava e valorizava as suas qualidades.

2 – Ser guiado com poder pelo Espírito Santo (1:5-7)

“5 porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós. 6  Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.”

Paulo tinha convicção do que fazia, pois deixava o Espírito Santo guiar os seus passos. Ele não apenas ensinava a verdade, mas a praticava em sua própria vida (Efésios 4:9). Ele não desprezava as escrituras, pois cria nelas e deixava o Espírito de Deus auxiliá-lo (1 Tessalonicenses 5:19,20).

3 – Ter coragem (2:1,2)

“1 Porque vós, irmãos, sabeis, pessoalmente, que a nossa estada entre vós não se tornou infrutífera; 2  mas, apesar de maltratados e ultrajados em Filipos, como é do vosso conhecimento, tivemos ousada confiança em nosso Deus, para vos anunciar o evangelho de Deus, em meio a muita luta.”

Paulo não se intimidava com a grande oposição e perseguição de seus adversários, porque tinha total confiança em Deus e sabia que Ele não o abandonaria. Mesmo sendo maltratado e insultado, não deixava de pregar a palavra. Lutava com todas as suas forças para alcançar o seu objetivo (Romanos 1:1).

4 – Ser fiel (2:3,4)

“3  Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza, nem se baseia em dolo; 4 pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração.”

Fidelidade é uma das virtudes pessoais que o servo de Deus deve desenvolver em sua vida, pois ela é um dos atributos naturais de Deus e Ele espera que todos os seus seguidores também tenham (1 Coríntios 1:9; 4:2). Deus confiou a Paulo o evangelho para que ele pudesse ser anunciado aos povos em conformidade com a vontade do Senhor. O apóstolo demonstrou a sua fidelidade falando apenas o que agradava a Deus e não aos homens. Ele não mudava a sua postura por causa das perseguições, tradições ou cultura, porque sabia de seu compromisso com Deus.

5 – Não se corromper (2:5-7)

“5 A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha. 6 Também jamais andamos buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. 7 Embora pudéssemos, como enviados de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos”

O servo de Deus não pode servir a dois senhores disse Jesus (Lucas 16:13). Aquele que quer trabalhar para Deus deve esquecer seus próprios interesses para fazer aquilo que o Senhor quer e da maneira que Ele quer. O discípulo de Cristo não se vende por nada. Não fala coisas vãs para agradar a homens nem faz seu trabalho por obrigação. Pelo contrário ele dá a sua vida pela obra de Deus, ele quer agradar a Deus sobre todas as coisas e faz o seu trabalho com amor e por amor a Jesus (1 Coríntios 10:33).

6 – Ser irrepreensível (2:10)

“Vós e Deus sois testemunhas do modo por que piedosa, justa e irrepreensivelmente procedemos em relação a vós outros, que credes.”

Paulo se preocupava muito com o seu testemunho diante de Deus e dos homens. Ele procurava ter uma conduta limpa, correta e sem faltas (2 Coríntios 1:12). Ter uma vida limpa é o dever de todo filho de Deus.

7 – Ter bondade em seu coração (2:11,12; 3:1,2)

“11  E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, 12  exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória. 1 Pelo que, não podendo suportar mais o cuidado por vós, pareceu-nos bem ficar sozinhos em Atenas; 2  e enviamos nosso irmão Timóteo, ministro de Deus no evangelho de Cristo, para, em benefício da vossa fé, confirmar-vos e exortar-vos”

Paulo entendia a bondade de Deus e por isso procurava passá-la aos irmãos. Deus quer corrigir os homens de suas transgressões para transformá-los em novas criaturas. O apóstolo sabia da importância de corrigir os irmãos de suas faltas, por isso não deixava de exortar, repreender e admoestá-los a viverem uma vida santa na presença de Deus (Filipenses 1:27).

8 – Ter alegria (3:9,10)

“9 Pois que ações de graças podemos tributar a Deus no tocante a vós outros, por toda a alegria com que nos regozijamos por vossa causa, diante do nosso Deus, 10  orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmente e reparar as deficiências da vossa fé?”


A alegria de Paulo estava em primeiro lugar, servir a Deus levando a mensagem de salvação aos homens; segundo, em ver que seu trabalho não estava sendo em vão; e em terceiro, por ser útil aos irmãos. A alegria do cristão é saber que seu trabalho, esforço e sua fé serão recompensados pela salvação eterna no último dia. Paulo aprendeu a viver contente em qualquer situação, abrindo mão de tudo que possuía (Filipenses 3:8; 4:11).

Aplicação

Como vemos o Senhor já nos deixou o modelo do servo que lhe agrada. Aquele que se entrega completamente ao seu senhorio e autoridade. Se Paulo sendo um homem pecador como nós, serviu a Deus e conseguiu a Sua aprovação, porque nós não conseguiremos? Busquemos a Deus e a Sua soberana vontade enquanto há oportunidade e imitemos aqueles que seguem a verdade.

Sugestões para aplicação:

1 – Interceda e ore pelos irmãos
2 – Deixe o Espírito Santo guiá-lo
3 – Enfrente os desafios e obstáculos com fé em Deus
4 – Faça a vontade de Deus
5 – Ande em santidade e na Justiça de Deus
6 – Ajude os irmãos mais fracos, sustente-os e de suporte
7 – Contente-se com o que você tem
8 – Sirva a Deus com alegria

Leitura de encorajamento:

“Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade” (Provérbios 2:4-7)

Perseverança

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Borboleta - 1Perseverança é um substantivo que vem do verbo perseverar. Além disso encontramos uma outra variação deste verbo que é o adjetivo perseverante. Analisemos os significados destas três palavras:

Perseverar:
“Conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, continuar; Continuar a ser ou ficar; manter-se, permanecer, conservar-se; Conservar a sua força ou ação; perdurar, subsistir; Ter ou mostrar perseverança, firmeza; permanecer sem mudar ou sem variar de intento.”

Perseverança:
É a “qualidade ou procedimento de perseverante; pertinácia, constância, firmeza”, ou seja, uma pessoa que tem perseverança é alguém que permanece sem mudar sua meta.

Perseverante:
É aquele “que persevera”, ou seja, é aquele que continua, persiste, permanece em sua meta.

“Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus por parábola: Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um. Dizendo isto, clamou: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Lucas 8:4-8)

No evangelho de Lucas vemos um exemplo de perseverança dado pelo Senhor Jesus quando Ele explicava a parábola do semeador aos seus discípulos:

“10  Respondeu-lhes Jesus: A vós outros é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; aos demais, fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11  Este é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus. 12  A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. 13  A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, crêem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. 14  A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. 15  A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança.” (Lucas 8:10-15)

Primeira grande razão para perseverarmos no caminho de Cristo: foi nos dado o conhecimento e entendimento da vontade de Deus conforme o verso 10. Conhecimento e entendimento estes, que impedem de apenas ouvirmos a Palavra de Deus, pois, assim não teríamos firmeza em nossa fé conforme o verso 12. Também não é suficiente ouvir e receber em nosso coração a Palavra do Senhor, pois, assim não teríamos uma constância em nossa fé conforme o verso 13. No verso 14 Jesus nos mostra que se dividirmos a nossa fé com os prazeres deste mundo, não frutificaremos, e consequentemente morreremos. Finalmente o Senhor nos mostra no verso 15 a importância de perseverarmos na decisão que tomamos no batismo, de seguir os passos de Jesus com fidelidade, zelo e amor pelo resto de nossas vidas.

Ser perseverante é uma qualidade cristã que todos os seguidores de Cristo devem ter para alcançar o Céu. A oração, a prática do que aprendemos e a fidelidade são os atributos que nos auxiliam na perseverança. Precisamos orar continuamente, colocar em prática tudo o que aprendemos através da Palavra de Deus e ser fiéis ao Senhor, não permitindo que nossas vidas sejam desviadas do caminho. É impossível permanecermos na meta da salvação se estas coisas não estiverem presentes em nosso dia-a-dia. Dependemos e necessitamos de Deus e a oração é uma “armadura” (Efésios 6:18) poderosa, que podemos usar na batalha contra o pecado e a tentação, para termos a interseção do Senhor em nossa caminhada rumo ao céu.

“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.” (Lucas 21:19)

Meditação – 1 Pedro 4:7,8

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Sede sóbrios e vigiai

 

“Mas já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração; tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados;” (1 Pedro 4:7,8)

 

O fim se aproxima! Você está preparado ou preparando-se para o encontro triunfal com Cristo? Com certeza tudo o que vemos será aniquilado e nada ficará intacto na volta do Senhor Jesus (2 Pedro 3:10-12)! Sabemos que este mundo e suas concupiscências, “jaz no maligno” (1 João 5:19); não tem solução a não ser render-se a Cristo.

Na sobriedade encontramos prudência, ou seja, prevenimos e evitamos os perigos que podem nos levar a conhecer e praticar o que não nos convém. Portanto, devemos vigiar e ficar alertas, “acesos”, ligados e em sintonia com nosso Deus através de nossas orações e comunhão com Ele. Não podemos ser pegos de surpresa dizendo: “eu não sabia!”

Lemos e ouvimos diariamente a Palavra de Deus – pelo menos deveria ser assim -, e precisamos colocá-la em pratica em nossas vidas. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105). Devemos nos preocupar em praticar aquilo que aprendemos mesmo que os outros não queiram.

Nosso amor para com nossos irmãos deve ultrapassar a barreira do condicional e irmos além tendo um amor ao ponto de dar a nossa própria vida. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). O porquê desse amor? Amando assim, estimulamos mutuamente uns aos outros a largar o pecado que tanto tenta nos envolver e destruir. Sem este amor, estamos à porta de sentimentos que nos levam a desunião e consequentemente ao pecado. Ame incondicionalmente!

Uns dormem, outros trabalham

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“Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (Lucas 22:46)

No jardim das oliveiras, enquanto Jesus se angustiava com o sacrifício que estava chegando, seus discípulos dormiam. Como deveria estar o coração do Senhor, sabendo de tudo que Ele teria que passar nas horas que se seguiriam com a chegada de seus inimigos? Aflição, ansiedade, tormento e agonia eram os sentimentos de Jesus naquele momento; sinônimos de sua angustia. Talvez o momento mais difícil de sua passagem aqui na terra, por ter de tomar uma decisão que simplesmente o levaria para a morte. Jesus estava desapontado, mas Ele buscava forças na oração num lugar chamado Getsêmani (Mateus 26:39-46).

Quais as opções que Jesus tinha ao seu dispor? Pelo seu compromisso com o Pai, Ele não podia adiar sua decisão. A procrastinação não tinha lugar na vida de Jesus aqui na terra. Suas decisões pediam urgência de sua parte. O pecado da procrastinação tem consumido a vida de milhares de pessoas no mundo e precisa ser diferente na vida do cristão. Será que temos adiado compromissos com o Senhor e a sua obra? Jesus tinha pelo menos três opções e duas delas eram de procrastinação: 1 – usar seu poder para banir os homens que chegavam para lhe prender; 2 – Ele poderia fazer sua vontade na carne e sair dali indo para outro lugar onde o traidor não conhecia, afastando assim aquele cálice de sofrimento; e 3 – se entregar para cumprir a vontade de seu Pai. Sabemos que ele optou pela melhor decisão, mas a pior parte. A negligência de seus discípulos não o desculparia do dever para com Deus. Mesmo quando todos os homens o abandonaram, seu Pai ainda cuidava dele e enviou-lhe forças.

Enquanto alguns “dormem”, outros trabalham arduamente para que a obra de Deus não pare. Será que temos negligenciado nossos deveres como cristãos? Uma nova vida nos chama, e precisamos impedir que velhos hábitos nos dominem novamente. Deixemos as críticas, murmurações e sigamos a vontade de Deus. Não deixemos que a preguiça, o desânimo, o cansaço, o desmazelo e a falta de compromisso tomem conta de nossas vidas. Não podemos ser “cristãos” ocasionais. 


Os discípulos de Cristo são chamados a deixarem suas paixões, desejos e vontades para servir integralmente ao Senhor; assim como o apóstolo Paulo considerou como refugo tudo o que tinha ou era por causa de Jesus (Filipenses 3:8). Não usemos nossa criatividade para dar desculpas e justificativas intermináveis, mas a usemos em prol da obra do Senhor. A pior parte podemos pegar agora (oposição, tribulação e perseguição pela fidelidade a Cristo), mas é a melhor decisão, pois “quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará” (Lucas 17:33).
 Podemos, às vezes, estar desapontados quando outros não nos dão encorajamento, mas as suas falhas não é uma razão para nos afastarmos de Deus. Não afastemos da comunhão com Cristo por motivos banais como fazem alguns. Qualquer motivo é uma justificativa para deixar o Senhor. Que enfrentemos os desafios de frente e procuremos resolvê-los com a ajuda de Deus e de nossos verdadeiros irmãos. Precisamos tomar atitudes corajosas como a de procurar aquele irmão que nos magoou ou que magoamos, para acertar as contas com ele antes que o sol de ponha (Efésios 4:26). Com certeza Jesus optaria pela melhor decisão, mas a pior parte nestas situações apresentadas.

As perguntas que deveríamos fazer-nos agora são: o que estou fazendo de concreto para o Senhor? Com o que estou envolvido, ou melhor, compromissado na Igreja e com Deus? Estou sendo servido pela Igreja, ou estou servindo-a? Eu tenho cooperado com o trabalho do Senhor? Eu tenho incentivado os irmãos ao continuarem firmes no caminho? Precisamos ser diligentes no serviço do Senhor (1 Timóteo 4:13-16). “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Provérbios 13:4).

Somos peregrinos em terra estranha e a terra prometida nos espera (Filipenses 3:20). Procuremos conforto em Deus, mesmo quando todos, aparentemente nos abandonarem.  Mesmo que ninguém queira cumprir a obra de Deus corretamente, cumpra! Mesmo que todos fiquem contra você, faça o que é certo diante de Deus! Não se preocupe em ser popular dentre os homens, pois os reis, profetas, apóstolos, discípulos do Senhor e até mesmo Jesus foram perseguidos, desprezados, açoitados e mortos por causa de sua fé e obediência a Deus. Passaram por tudo isso porque decidiram agradar ao Senhor ao invés de agradar aos homens.

Concluindo, o sábio diz em provérbios 17:3: “o crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR”. O que é um crisol? Crisol é um cadinho, um vaso metálico ou de material refratário, utilizado em operações químicas a temperaturas elevadas onde os elementos se misturam ou se fundem. O que é um forno? Forno é um aparelho com o qual se procura atingir temperatura elevada, mas que varia de acordo com o fim a que se destina. Quem é o Senhor senão Deus e criador de todas as coisas. Aquele que é onipotente, onisciente e onipresente; atributos da divindade de Deus. Aquele que sabe todas as coisas; pode todas as coisas e está em todo lugar. Nossos corações são provados é por Ele a cada dia. Que nesta prova diária, o Senhor nos encontre trabalhando em prol de sua obra e não dormindo ou cochilando como muitos. “…quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8)