Meditação – Mateus 10:37,38

Não é digno

mateus-1037381“Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim.” (Mateus 10:37,38)

 

– Amar ao pai e a mãe são mandamentos de Deus: “honra a teu pai e a tua mãe… ” (Êxodo 20:12; Mateus 19:19; Efésios 6:2); amar aos filhos também, pois, a Palavra nos ensina: “…amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18; Mateus 19:9). Também é evidente que só pais que amam, criarão seus filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6:4) e não reterão “a vara”, mas “cedo”, os disciplinarão (Provérbios 13:24).

Será que Jesus se enganou quando afirmou que quem ama pai, mãe ou os filhos mais do que a Ele não é digno de recebê-lo? De forma alguma, pois vimos claramente que amar aos pais e aos filhos é da vontade de Deus.

O que Jesus está salientando aqui, é que Ele deve estar acima da família, ou seja, nosso amor a Ele deve suplantar todo o amor e dedicação que temos aos nossos entes queridos. Primeiramente, Jesus deve ter a primazia, pois Ele é Deus, nosso Senhor e Salvador, e a Ele devemos tudo o que temos e somos. Segundo, se Jesus não estiver em 1º lugar em nossas vidas, corremos o risco de deixá-lo por qualquer motivo, principalmente quando uma pessoa que amamos – que não o segue ou que não está comprometida com a Sua causa – começa a criar barreiras em nosso relacionamento com Ele.

Talvez a nossa cruz seja deixar familiares, parentes ou amigos por causa de Jesus. Quando falo em deixar, não estou dizendo que devemos deixar o nosso amparo e respeito, pois honrar os pais e amar ao próximo são mandamentos do Senhor; mas estou dizendo que alguns destes ou todos podem se opor e até mesmo perseguir-nos pelo fato de colocarmos Jesus como o centro de nossas vidas.

A cruz pode ser muitas outras coisas que precisamos deixar para seguir Jesus, e cada um terá a sua; mas o que importa é que Ele seja de fato o Senhor e dono de nossas vidas. Quem não está disposto a isso não é digno dEle.

Anúncios

O sofrimento que produz alegria


O cristianismo puro e simples não ficará livre de tempos difíceis. Atrevo-me a dizer que é impossível para aquele que professa a verdadeira fé em Cristo neste mundo de corrupção, maldade e injustiça, não passe por momentos de tribulação em sua vida. O cristão, no sentido exato da palavra, ou seja, aquele que segue e obedece fielmente à vontade de Deus, não se alegra com a irreverência, com a malícia e com toda sorte de impureza, tão claramente impostas no mundo atual. O cristão não participa das obras infrutíferas das trevas; não tem prazer em nenhuma delas, antes como bom soldado de Cristo, tem muito a fazer em prol de seu General e não perde seu tempo com coisas vãs. Ele participa dos “sofrimentos como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:3,4).

Se você foi chamado por Cristo, alistado por Ele, o General, não perca tempo em batalhas vãs, batalhe pela causa de Cristo, ir “buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10).

Hoje estão cada vez mais “normais” no dia a dia da sociedade moderna, práticas irreverentes como: adultério, divórcio, imoralidade, falsidade, violência, corrupção, maldade, etc. A moral que Deus colocou em cada homem ao criá-lo, parece não fazer nenhuma diferença. Só em Cristo é possível para o pecador retomar o caráter que lhe foi colocado, quando da sua criação por Deus. O mais grave ainda é a falta de compromisso com o Senhor daqueles que se dizem “cristãos”, que com suas condutas, mostram-se completamente desconhecedores da pureza e santidade, fatores indispensáveis para uma comunhão plena com Deus. “Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Tessalonicenses 2:13). O fato é que existem muitos religiosos, mas poucos seguidores fiéis a Jesus Cristo e a sua soberana vontade.

 

Deus busca verdadeiros seguidores que “o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). O cristão fiel sofrerá muito neste mundo corrupto comandado pelo paganismo e idolatria, mas é um sofrimento que produz alegria; a mesma alegria e satisfação que os apóstolos tiveram ao serem açoitados e mortos pela causa de Cristo; por serem fiéis a Ele. “Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenando-lhes que não falassem em o nome de Jesus, os soltaram. E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome(Atos 5:40,41). O alvo de cristão é o céu – a morada eterna ao lado de Deus -; aqui, apenas estamos de passagem, peregrinos em terra estranha, pois a nossa pátria é a celestial. Muitos confundem o sofrimento que os apóstolos e servos de Deus tiveram ao longo dos anos, como se Deus não fizesse nada para impedir. Mas a verdade é que “…todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12). Viver piedosamente é viver em reverência total para com Deus; é ser zeloso com a Sua obra; é cuidar de Seus interesses aqui na terra; é ser fiel em toda e qualquer situação. O “mundo” não está interessado nisto, e quem decidir se envolver, ou melhor, se comprometer com Deus, cabalmente começará a ser perseguido, pois quem se aproxima dele precisa deixar muitas praticas (como as que descrevi acima) e não se envolver com “negócios desta vida” que a sociedade busca desenfreadamente e acabam tirando o cristão da meta principal que é servir e agradar a Deus.

 

“Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:14-16). Ser santo é ser separado para servir a Deus; é não se corromper; é não se amoldar aos padrões humanos de moralidade. Ser santo é não se contaminar com as impurezas e desejos desenfreados da carne e dos pensamentos. Ser santo é ser consagrado ao serviço de Deus, ou seja, separar a sua vida para ser usada pelo Senhor como um instrumento purificado.

 

Que busquemos cada vez mais esse caráter de Deus em nossas vidas; o caráter que nos faz semelhantes a Ele. Um caráter que não se dobra ante a imposição ou influência deste mundo de transgressão, maldade e injustiça.