“Novo” mandamento

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Porque “novo”? Eis a questão.

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Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 12:34)

– Análise da palavra:

 

Novo (do grego “kainos”) significa “feito recentemente”, “recente”, “não utilizado”. Tem como sinônimos: “neov” e “kainov”.

 

“Neov” é o novo como contemplado sob o aspecto do tempo, aquele a qual tem vindo recentemente na existência. “Kainov” é o novo sob o aspecto da qualidade, aquele que tem uma qualidade não vista.

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O “kainov” significa frequentemente o novo contrastado com aquele que deteriorou com a idade, ou é desgastado externamente; seu oposto é “palaiov”. Sugere às vezes aquele que é incomun. Implica frequentemente o elogio, o “novo” como superior ao “velho”. Ocasionalmente, na contra-mão, implica o oposto, o “novo” como inferior àquele que é “velho”, porque o velho é familiar ou porque ele melhorou com a idade. Naturalmente é evidente que o “neov” e o “kainov” podem às vezes ser aplicados ao mesmo objeto, mas com pontos de vista diferentes.

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– Comentário:

 

Interessante quando buscamos o significado das palavras no grego. Com essa pequena investigação, podemos perceber a abrangência que as palavras podem ter e assim nos dar respostas mais concretas para as questões que surgem sempre que examinamos as sagradas escrituras. É bem claro para nós agora que se trata de algo divinamente preparado para o 1º advento de Cristo, pois só através dele a humanidade poderia receber este bendito mandamento.

– Análise:

Novo mandamento vos dou”. Um mandamento recém chegado, “feito” recentemente; “novo em folha”. É aquele mandamento (do grego “entole”); “uma ordem”; “um comando”, que acabou de chegar; que nunca foi usado pelo homem. É uma “ordem” inquestionável de Deus para que sua mais graciosa criação, o homem, se aproxime mais do Seu caráter.

Aquele que esteve entre nós, não só ordenou o “novo mandamento”, como também o viveu intensamente em sua peregrinação aqui na terra. Jesus esteve entre nós e mostrou na prática como devemos andar: transbordando de amor no meio das pessoas. Sim, Ele esteve no meio dos pecadores, para dar-lhes esperança. Ele andou no meio deles para lhes resgatar do poder do pecado.

O Senhor amou intensamente aos homens, curando-os de suas enfermidades. Jesus não só os curava, mas dava-lhes uma ordem: “vá e não peques mais”. A maior enfermidade dos homens, porém, não estava naquele corpo curado, mas em suas mentes; em seus corações.

O pecado é a maior enfermidade do ser humano e é exatamente por isso que Jesus desceu dos céus. Ele desceu para nos curar dessa grande enfermidade que nos afeta. Todos aqueles que foram beneficiados por sua “cura” física, foram automaticamente tragados pela morte um dia. Mas se na realidade, aqueles que foram curados de suas enfermidades físicas compreenderam o que lhes foi dito pelo Senhor, com certeza eles não foram tragados pela morte, mas aguardam anciosamente pela segunda vinda de Cristo (“parousia”); que é o Dia do Senhor, onde serão ressuscitados para a eternidade com Deus.

 

– Conclusão:

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Amemos uns aos outros e assim cumpramos a vontade de nosso Senhor. O apóstolo João tinha um apelido. Seu apelido era: “filho do trovão”. Alguém com esse apelido não pode ser alguém “mansinho” ou pacato; mas alguém com estrondosa personalidade, ou melhor, aquilo que chamamos de personalidade forte. Talvez um homem “grosso”, rude e que também poderia ser explosivo.

Pois bem, veja o que o “filho do trovão” escreveu em sua carta: “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 João 3:18). João é aquele homem que foi transformado de um “filho do trovão” em um “filho do amor”. O amor de Jesus o constrangeu e o moldou.

Que esse “novo” mandamento do Senhor não fique só nas palavras, muito menos nas bajulações. Que ele seja amplamente praticado por aqueles que se dizem cristãos. “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno  …” (1 Coríntios 13:4-8a NTLH).

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