Discípulo

Eles falam em nome de Deus

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Muitos enganam as pessoas falando em nome de Deus, mas nada de Deus. Jesus, porém, falava em nome de Deus; tudo que Ele ensinou e viveu provinha do Pai:

“E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” (João 8:29)
“Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.” (João 12:49)
“Quem não me ama não guarda as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai, que me enviou.” (João 14:24).

Apesar de seu testemunho irrepreensível, muitos murmuravam dele e hoje não é diferente.

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Fazei discípulos

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“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mt 28:18-20)

Atualmente na igreja parece que a ordem expressa de Jesus dada em Mateus 28:18-20 foi esquecida, mudada ou substituída. Hoje pouco se fala em ser e fazer discípulos. Consequentemente esta anomalia provoca a falta de uma vida de devoção e também afeta o crescimento multiplicativo da igreja do Senhor. Na maioria das vezes o modelo não é Cristo, e sim, o que outras “igrejas” tem feito.

A nossa fé e a prática se tornam “mecânicas”, quando deveriam ser disciplinadas pelo ensinamento de Jesus! É estritamente necessário que voltemos a obedecer ao Seu comissionamento. Só assim a igreja alcançara sua meta de ter verdadeiros seguidores de Jesus, conscientes de suas responsabilidades, atuando com vigor nos serviços cristãos e tendo como cabeça unicamente Jesus.

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A multiplicação do amor

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Jesus e os pães e peixes - 1A multiplicação de pães e peixes (Marcos 6:31-46)

A preocupação de Jesus em satisfazer as necessidades do povo

“E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham. Então, foram sós no barco para um lugar solitário. Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles. Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas” (31-34).

Jesus encontra dificuldades até mesmo para comer e descansar devido à grande aglomeração de pessoas que seguiam seus passos. A solução que Ele encontra para “fugir” da multidão é entrar dentro de um barco e ter momentos de descanso, mas ao chegar à outra margem encontra a mesma multidão reforçada agora pela vizinhança e eles o esperam. Jesus deveria estar imensamente cansado, mas mesmo neste estado, Ele encontrava forças para compartilhar seu amor. Ele olha para a multidão e vê um quadro que o deixa penalizado: “eles são como ovelhas que não tem pastor”. Ele podia simplesmente ignorá-los – Jesus tinha uma boa justificativa: “estou exausto”. Para fazer o bem não tem hora e nem lugar.

Nosso Senhor não deixava que um mero detalhe o atrapalhasse de servir ao Seu pai: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10b). Ao invés de deixar o tempo passar não fazendo nada, Jesus aproveita esta oportunidade e não a perde. O que Ele fez então: ensinou-lhes muitas coisas. Ele ensina a multidão os preceitos de seu Pai. “… nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.” (João 8:28bc). Foi para fazer a vontade de Deus, que Jesus veio ao mundo. “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6:38). E qual é a vontade de Deus? O próprio Jesus responde: “… a vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39). A vontade de Deus é que ninguém se perca, mas obtenha a vida eterna em Cristo Jesus (João 3:16,17). O que estamos esperando pra fazer a vontade daquele que nos chamou?


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Meditação – João 13:34,35

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Novo mandamento vos dou

A paixão de Cristo

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. (João 13:34,35)

 

“Novo mandamento vos dou”. Um mandamento recém chegado, mas que se baseia no 2º grande mandamento da antiga lei, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39). É uma ordenança inquestionável de Jesus para que o homem se aproxime mais do caráter santo e perfeito de Deus.

Jesus viveu intensamente este amor e mostrou na prática como devemos andar também, ou seja, amando uns aos outros como Ele nos amou. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos”.

Jesus esteve no meio de nós – os pecadores – para nos dar esperança. Ele andou em nosso meio para nos resgatar do poder do pecado. Em sua passagem aqui na terra, o Senhor amou intensamente aos homens, curando-os de suas enfermidades físicas, emocionais e principalmente espirituais. Jesus não só os curava, mas ordenava a não pecarem mais, pois a maior enfermidade dos homens não estava naquele corpo curado, mas em suas mentes; em seus corações.

O pecado é a maior enfermidade do ser humano e é exatamente por isso que Jesus desceu dos céus, pois as nossas “iniqüidades fazem separação” entre nós e o nosso Deus (Isaías 59:2). Ele desceu para nos curar dessa grande enfermidade que afeta a todos os seres humanos, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23). No entanto, todos aqueles que foram curados – fisicamente falando – foram tragados pela morte um dia. Mas se eles compreenderam e guardaram o que lhes foi dito pelo Senhor – para não pecarem mais -, com certeza eles não foram vencidos pela morte, mas aguardam a preciosa e bem-vinda volta de Cristo, onde serão ressuscitados para a eternidade e estarão para sempre na presença de Deus no reino dos céus. Esta também é a nossa esperança.

Portanto amemos uns aos outros como Jesus nos amou, pois “se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1 João 4:20).

Uns dormem, outros trabalham

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“Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (Lucas 22:46)

No jardim das oliveiras, enquanto Jesus se angustiava com o sacrifício que estava chegando, seus discípulos dormiam. Como deveria estar o coração do Senhor, sabendo de tudo que Ele teria que passar nas horas que se seguiriam com a chegada de seus inimigos? Aflição, ansiedade, tormento e agonia eram os sentimentos de Jesus naquele momento; sinônimos de sua angustia. Talvez o momento mais difícil de sua passagem aqui na terra, por ter de tomar uma decisão que simplesmente o levaria para a morte. Jesus estava desapontado, mas Ele buscava forças na oração num lugar chamado Getsêmani (Mateus 26:39-46).

Quais as opções que Jesus tinha ao seu dispor? Pelo seu compromisso com o Pai, Ele não podia adiar sua decisão. A procrastinação não tinha lugar na vida de Jesus aqui na terra. Suas decisões pediam urgência de sua parte. O pecado da procrastinação tem consumido a vida de milhares de pessoas no mundo e precisa ser diferente na vida do cristão. Será que temos adiado compromissos com o Senhor e a sua obra? Jesus tinha pelo menos três opções e duas delas eram de procrastinação: 1 – usar seu poder para banir os homens que chegavam para lhe prender; 2 – Ele poderia fazer sua vontade na carne e sair dali indo para outro lugar onde o traidor não conhecia, afastando assim aquele cálice de sofrimento; e 3 – se entregar para cumprir a vontade de seu Pai. Sabemos que ele optou pela melhor decisão, mas a pior parte. A negligência de seus discípulos não o desculparia do dever para com Deus. Mesmo quando todos os homens o abandonaram, seu Pai ainda cuidava dele e enviou-lhe forças.

Enquanto alguns “dormem”, outros trabalham arduamente para que a obra de Deus não pare. Será que temos negligenciado nossos deveres como cristãos? Uma nova vida nos chama, e precisamos impedir que velhos hábitos nos dominem novamente. Deixemos as críticas, murmurações e sigamos a vontade de Deus. Não deixemos que a preguiça, o desânimo, o cansaço, o desmazelo e a falta de compromisso tomem conta de nossas vidas. Não podemos ser “cristãos” ocasionais. 


Os discípulos de Cristo são chamados a deixarem suas paixões, desejos e vontades para servir integralmente ao Senhor; assim como o apóstolo Paulo considerou como refugo tudo o que tinha ou era por causa de Jesus (Filipenses 3:8). Não usemos nossa criatividade para dar desculpas e justificativas intermináveis, mas a usemos em prol da obra do Senhor. A pior parte podemos pegar agora (oposição, tribulação e perseguição pela fidelidade a Cristo), mas é a melhor decisão, pois “quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará” (Lucas 17:33).
 Podemos, às vezes, estar desapontados quando outros não nos dão encorajamento, mas as suas falhas não é uma razão para nos afastarmos de Deus. Não afastemos da comunhão com Cristo por motivos banais como fazem alguns. Qualquer motivo é uma justificativa para deixar o Senhor. Que enfrentemos os desafios de frente e procuremos resolvê-los com a ajuda de Deus e de nossos verdadeiros irmãos. Precisamos tomar atitudes corajosas como a de procurar aquele irmão que nos magoou ou que magoamos, para acertar as contas com ele antes que o sol de ponha (Efésios 4:26). Com certeza Jesus optaria pela melhor decisão, mas a pior parte nestas situações apresentadas.

As perguntas que deveríamos fazer-nos agora são: o que estou fazendo de concreto para o Senhor? Com o que estou envolvido, ou melhor, compromissado na Igreja e com Deus? Estou sendo servido pela Igreja, ou estou servindo-a? Eu tenho cooperado com o trabalho do Senhor? Eu tenho incentivado os irmãos ao continuarem firmes no caminho? Precisamos ser diligentes no serviço do Senhor (1 Timóteo 4:13-16). “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Provérbios 13:4).

Somos peregrinos em terra estranha e a terra prometida nos espera (Filipenses 3:20). Procuremos conforto em Deus, mesmo quando todos, aparentemente nos abandonarem.  Mesmo que ninguém queira cumprir a obra de Deus corretamente, cumpra! Mesmo que todos fiquem contra você, faça o que é certo diante de Deus! Não se preocupe em ser popular dentre os homens, pois os reis, profetas, apóstolos, discípulos do Senhor e até mesmo Jesus foram perseguidos, desprezados, açoitados e mortos por causa de sua fé e obediência a Deus. Passaram por tudo isso porque decidiram agradar ao Senhor ao invés de agradar aos homens.

Concluindo, o sábio diz em provérbios 17:3: “o crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR”. O que é um crisol? Crisol é um cadinho, um vaso metálico ou de material refratário, utilizado em operações químicas a temperaturas elevadas onde os elementos se misturam ou se fundem. O que é um forno? Forno é um aparelho com o qual se procura atingir temperatura elevada, mas que varia de acordo com o fim a que se destina. Quem é o Senhor senão Deus e criador de todas as coisas. Aquele que é onipotente, onisciente e onipresente; atributos da divindade de Deus. Aquele que sabe todas as coisas; pode todas as coisas e está em todo lugar. Nossos corações são provados é por Ele a cada dia. Que nesta prova diária, o Senhor nos encontre trabalhando em prol de sua obra e não dormindo ou cochilando como muitos. “…quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8)