Se alguém amar o mundo

Mundo I

Aquele que ama o mundo e as coisas que há nele não tem o amor de Deus conforme 1 João 2:15. Mas estamos no mundo, e muitas coisas que há no mundo são boas, especialmente aquelas criadas por Deus. O próprio Jesus orando ao Pai disse para não nos tirar do mundo, mas que fossemos protegidos do mal (João 17:15).

Então o que há no mundo que nos tira o amor de Deus? O próprio Jesus mencionou em sua oração em João 17: O mal. Este nos afasta de Deus. O mal nos tenta e nos destrói, desvia nossos passos, desvirtua nosso caminho e nos tira do foco de agradar somente a Deus. Muitos homens preferem o mal, por isso rejeitam Jesus.


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Obreiros aprovados por Deus

Questões para reflexão:

Reflexão 107

1) Quantas vezes somos pegos de surpresa numa situação inesperada? Quando erramos ficamos tristes, pois como cristãos, sabemos que somos reprovados por Deus no erro. A nossa conduta algumas vezes não denota a piedade que professamos. O que precisamos fazer para que possamos ser aprovados pelo Senhor em toda e qualquer circunstância? O que ganharemos com isso?

2) Aquele que assume uma nova identidade perante Deus, ou seja, se torna um seguidor fiel de Jesus Cristo, passa a enfrentar com maior rigor a tentação. Será que podemos resistir às tentações que nos sobrevém? Deus pode nos provar através de uma tentação? É possível que uma tentação possa vir de nós mesmos?

3) Quando pensamos em algo, ou desejamos, estamos pecando? Isso são perguntas que chegam as nossas mentes quando estamos diante de situações que exigem uma postura firme e decidida.

4) A tentação por si só é pecado? Quando estamos passando por uma situação de risco estamos pecando contra o Senhor? Algumas vezes não sabemos ao certo se pecamos ou não. Sabemos que o pecado nos separa de Deus, por isso precisamos fugir dele. 

5) O inimigo em sua astúcia pode nos enganar “floreando” o pecado impedindo que possamos ver as consequências desastrosas provocadas por ele. Em algumas circuntâncias queremos enganar a nós mesmos achando que somos fortes. Será que é possível sem a presença do Senhor?

6) A bondade, a graça e o amor vêm de Deus; sabendo disto por que procuramos algo diferente em nossas vidas em determinadas situações? Em certas ocasiões procuramos ou nos colocamos em situações que põem em risco a nossa saúde espiritual e harmonia com Deus. Por quê?

7) Somos nova criatura, e precisamos compreender isto para que possamos ter uma vida que realmente agrade a Deus.

O que diz a palavra:

12  Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. 13  Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. 14  Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15  Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16  Não vos enganeis, meus amados irmãos. 17  Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. 18  Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas” (Tg 1:12-18).

Chegando ao entendimento:

1 – A verdadeira felicidade – verso 12
Tiago nos diz que somos realmente felizes se permanecermos firmes diante das provações, porque teremos a aprovação de Deus e além dessa maravilhosa bênção receberemos dEle a recompensa da salvação eterna. Mas esta promessa é só para aqueles que realmente o amam.

2 – A tentação não vem de Deus – verso 13
Nunca poderemos pensar, muito menos dizer que uma tentação que passamos vem de Deus. Ele não tenta ninguém e a Bíblia é clara sobre isso. Neste verso é comprovado. A tentação é algo maléfico, que pode nos destruir. O Senhor que não pode ser tentado pelo mal, pelo contrário, quer o melhor para nós e Ele aperfeiçoa a cada dia as nossas vidas.

3 – A tentação vem pela cobiça – verso 14
A cobiça, que é o desejo ardente de possuir; é uma dos maiores inimigos para se ter uma consciência limpa perante Deus. Ele conhece nossos pensamentos e sabe qual são as nossas verdadeiras intenções (veja Hb 4:12,13). Precisamos tomar cuidado, pois a cobiça pode nos enganar e levar para algo pior.

4 – O pecado é algo mortal – verso 15
Se deixarmos levar pela cobiça, ela frutifica e gera o pecado, quando nessa situação fica praticamente impossível não cair, pois os impulsos carnais se tornam ainda mais fortes, e dependendo do envolvimento é difícil resistir. Pecando nos afastamos de Deus, pois Ele não pode contemplar o pecado. Se não houver arrependimento permaneceremos sem Deus, ou seja, mortos em nossos pecados. Com o pecado vem a necessidade do arrependimento.

5 – Não se engane – verso 16
As situações ou caminhos fáceis em nossas vidas nos levarão ao fracasso. Nosso coração nos engana nos fazendo achar que podemos enfrentar sozinhos os obstáculos. Satanás “embrulha” as coisas ruins com um “lindo papel de presente” para que pensemos que são boas. Ele nos oferece gratuitamente “algo maravilhoso” que satisfaz prontamente os nossos desejos carnais, mas ao abri-lo vemos que fomos profundamente enganados. Tarde demais. Não podemos cair nessa!

6 – Deus nos dá o que é bom – verso 17
Quando recebemos um presente, não quer dizer que o mereçamos. Alguém nos dá um presente como uma forma de demonstrar o seu carinho por nós. Assim é Deus, pois Ele nos presenteia com sua graça e toda sorte de bênção espiritual pelo Seu amor por nós sem merecermos. O Senhor não muda a cada instante para satisfazer os nossos desejos. Pelo contrário, Ele já preparou desde a fundação do mundo um plano perfeito para a redenção do homem, que vem pela obediência ao Seu Filho Jesus Cristo. Quem não obedece ao Senhor Jesus, não pode agradar a Deus.

7 – Somos feitura dEle – verso 18
Estávamos nas trevas do pecado e Deus nos gerou em Cristo Jesus para andar na Sua luz em perfeita harmonia com Ele, como na fundação do mundo quando tudo que o Senhor criou era bom e estava em Sua santa presença, livres do mal e do pecado (Gn 1:31).

Aplicação:

1 – Permaneça firme para ser feliz (Rm 5:1-4; Cl 1:11; Hb 10:36)
2 – Vença o mal com o poder de Deus (Ef 6:10,11; Jd 1:24,25)
3 – Não se deixe vencer pelos seus desejos (Pv 21:25; 1 Ts 4:4,5)
4 – Diga não ao pecado (1 Jo 3:9; Ez 3:21)
5 – Esteja atento para não vacilar (Cl 4:2; Hebreus 10:23; Is 32:3)
6 – Tome posse das bênçãos que vem de Deus (1 Tm 6:12-14; Ef 1:3-10)
7 – Viva em unidade com o Criador (Jo 17:22,23; 1 Ts 5:8-10)

Leitura de encorajamento:

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2:15).

Uns dormem, outros trabalham


“Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (Lucas 22:46)

No jardim das oliveiras, enquanto Jesus se angustiava com o sacrifício que estava chegando, seus discípulos dormiam. Como deveria estar o coração do Senhor, sabendo de tudo que Ele teria que passar nas horas que se seguiriam com a chegada de seus inimigos? Aflição, ansiedade, tormento e agonia eram os sentimentos de Jesus naquele momento; sinônimos de sua angustia. Talvez o momento mais difícil de sua passagem aqui na terra, por ter de tomar uma decisão que simplesmente o levaria para a morte. Jesus estava desapontado, mas Ele buscava forças na oração num lugar chamado Getsêmani (Mateus 26:39-46).

Quais as opções que Jesus tinha ao seu dispor? Pelo seu compromisso com o Pai, Ele não podia adiar sua decisão. A procrastinação não tinha lugar na vida de Jesus aqui na terra. Suas decisões pediam urgência de sua parte. O pecado da procrastinação tem consumido a vida de milhares de pessoas no mundo e precisa ser diferente na vida do cristão. Será que temos adiado compromissos com o Senhor e a sua obra? Jesus tinha pelo menos três opções e duas delas eram de procrastinação: 1 – usar seu poder para banir os homens que chegavam para lhe prender; 2 – Ele poderia fazer sua vontade na carne e sair dali indo para outro lugar onde o traidor não conhecia, afastando assim aquele cálice de sofrimento; e 3 – se entregar para cumprir a vontade de seu Pai. Sabemos que ele optou pela melhor decisão, mas a pior parte. A negligência de seus discípulos não o desculparia do dever para com Deus. Mesmo quando todos os homens o abandonaram, seu Pai ainda cuidava dele e enviou-lhe forças.

Enquanto alguns “dormem”, outros trabalham arduamente para que a obra de Deus não pare. Será que temos negligenciado nossos deveres como cristãos? Uma nova vida nos chama, e precisamos impedir que velhos hábitos nos dominem novamente. Deixemos as críticas, murmurações e sigamos a vontade de Deus. Não deixemos que a preguiça, o desânimo, o cansaço, o desmazelo e a falta de compromisso tomem conta de nossas vidas. Não podemos ser “cristãos” ocasionais. 


Os discípulos de Cristo são chamados a deixarem suas paixões, desejos e vontades para servir integralmente ao Senhor; assim como o apóstolo Paulo considerou como refugo tudo o que tinha ou era por causa de Jesus (Filipenses 3:8). Não usemos nossa criatividade para dar desculpas e justificativas intermináveis, mas a usemos em prol da obra do Senhor. A pior parte podemos pegar agora (oposição, tribulação e perseguição pela fidelidade a Cristo), mas é a melhor decisão, pois “quem quiser preservar a sua vida perdê-la-á; e quem a perder de fato a salvará” (Lucas 17:33).
 Podemos, às vezes, estar desapontados quando outros não nos dão encorajamento, mas as suas falhas não é uma razão para nos afastarmos de Deus. Não afastemos da comunhão com Cristo por motivos banais como fazem alguns. Qualquer motivo é uma justificativa para deixar o Senhor. Que enfrentemos os desafios de frente e procuremos resolvê-los com a ajuda de Deus e de nossos verdadeiros irmãos. Precisamos tomar atitudes corajosas como a de procurar aquele irmão que nos magoou ou que magoamos, para acertar as contas com ele antes que o sol de ponha (Efésios 4:26). Com certeza Jesus optaria pela melhor decisão, mas a pior parte nestas situações apresentadas.

As perguntas que deveríamos fazer-nos agora são: o que estou fazendo de concreto para o Senhor? Com o que estou envolvido, ou melhor, compromissado na Igreja e com Deus? Estou sendo servido pela Igreja, ou estou servindo-a? Eu tenho cooperado com o trabalho do Senhor? Eu tenho incentivado os irmãos ao continuarem firmes no caminho? Precisamos ser diligentes no serviço do Senhor (1 Timóteo 4:13-16). “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Provérbios 13:4).

Somos peregrinos em terra estranha e a terra prometida nos espera (Filipenses 3:20). Procuremos conforto em Deus, mesmo quando todos, aparentemente nos abandonarem.  Mesmo que ninguém queira cumprir a obra de Deus corretamente, cumpra! Mesmo que todos fiquem contra você, faça o que é certo diante de Deus! Não se preocupe em ser popular dentre os homens, pois os reis, profetas, apóstolos, discípulos do Senhor e até mesmo Jesus foram perseguidos, desprezados, açoitados e mortos por causa de sua fé e obediência a Deus. Passaram por tudo isso porque decidiram agradar ao Senhor ao invés de agradar aos homens.

Concluindo, o sábio diz em provérbios 17:3: “o crisol prova a prata, e o forno, o ouro; mas aos corações prova o SENHOR”. O que é um crisol? Crisol é um cadinho, um vaso metálico ou de material refratário, utilizado em operações químicas a temperaturas elevadas onde os elementos se misturam ou se fundem. O que é um forno? Forno é um aparelho com o qual se procura atingir temperatura elevada, mas que varia de acordo com o fim a que se destina. Quem é o Senhor senão Deus e criador de todas as coisas. Aquele que é onipotente, onisciente e onipresente; atributos da divindade de Deus. Aquele que sabe todas as coisas; pode todas as coisas e está em todo lugar. Nossos corações são provados é por Ele a cada dia. Que nesta prova diária, o Senhor nos encontre trabalhando em prol de sua obra e não dormindo ou cochilando como muitos. “…quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:8)