O adultério é lícito?

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A instituição do casamento foi criada por Deus ainda nos primórdios da humanidade. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24). O matrimônio não é unicamente para o povo escolhido de Deus na antiga aliança – os Hebreus -, e nem somente aos cristãos – Judeus e gentios convertidos a Cristo -, mas para todo e qualquer ser humano. A lei do casamento foi dada muito antes da Lei de Moisés e por isso ela é universal.

Alguns querendo defender a pratica do adultério e divórcio entre os descrentes – por eles não serem cristãos e não conhecerem ou ignorarem a vontade de Deus – negam a verdade em prol da mentira. Deus ao criar o homem colocou nele uma moral e todos independentemente de conhecerem a verdade, como nós conhecemos, sabem o que é certo e o que é errado. Se o adultério fosse lícito ele não seria realizado as escondidas do cônjuge! Um cônjuge ao descobrir a traição de seu parceiro gera uma das piores situações entre seres humanos, sem falar na dor e tantos outros sentimentos e consequências negativas.

Um cristão apoiar um descrente que traiu seu cônjuge e separou dele por causa de uma terceira pessoa mostra a sua total falta de compreensão da vontade de Deus. João Batista condenou o adultério de Herodes (Marcos 6:17-19); Jesus mostrou a mulher samaritana que o seu ‘marido’ não era o seu marido (João 4:16-18); o Senhor mostrou que o motivo de um homem separar de sua esposa ou vice-versa é por causa da dureza do coração – um coração duro nunca se aproximará de Deus (veja Mateus 19:3-9). Se ao nos tornarmos cristãos formos endurecendo o nosso coração, com certeza nos afastaremos de Deus e de suas coisas (os “negócios” de Deus são contrários aos negócios desta vida – 2 Tm 2:3,4). Alguns cristãos escrevem na contra-capa de suas Bíblias: “Este livro me afastará do pecado, ou o pecado me afastará deste livro”. Eu vou mais além: A presença de Deus em minha vida me afastará do pecado, ou o pecado me afastará de Deus.

Muitos já deixaram a comunhão com o Senhor por amarem mais esta vida que a do porvir. (João 3:19; 2 Timóteo 4:10). A nós cristãos foi dada a tarefa de pregar o evangelho, que “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Não podemos fazer “vista grossa” com alguém só porque é nosso parente, amigo ou ente querido; precisamos mostrar a todos, independentemente de quem sejam, a verdade, nada além da verdade. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6).

Os incrédulos precisam ser alertados de seus erros ao invés de os apoiarmos em suas transgressões. A conversão acontece quando reconhecemos nossos erros e descobrimos que precisamos de alguém para nos curar e salvar, e este alguém é Jesus. Se não mostrarmos Cristo aos descrentes, que é a nossa tarefa principal neste mundo – “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15) -, fatalmente morrerão em seus pecados “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lucas 13:5).

Não podemos compactuar com a transgressão dos descrentes e daqueles que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos ser cúmplices das obras infrutíferas das trevas (Efésios 5:11). Não podemos usar dois pesos e duas medidas para tratar o mesmo assunto com as pessoas só porque algumas são mais próximas e outras não; ou porque umas são nossas amigas e outras não; e assim por diante. Não podemos querer o bem e a salvação para nós e permitirmos que os outros sejam condenados por causa de seus erros perante Deus. O adultério, a traição e o divórcio são coisas que Deus odeia e quem os pratica serão condenados se não se arrependerem (1 Co 6:9,10).

Em suma, por tudo que testificamos, concluímos que o adultério não é lícito, é nada mais do que ilícito perante Deus; e gera condenação se não houver arrependimento.

O que Deus espera de cada um de nós é que sejamos fiéis – a Deus e consequentemente ao nosso cônjuge -, ajudemos uns aos outros em nossas dificuldades, guardemos incontaminados do mundo e sejamos atalaias, ou seja, aqueles que levam e divulgam a mensagem de salvação em Cristo Jesus, levando ao arrependimento de pecados e a obediência a Deus.

O Senhor nos ilumine e guie em seu caminho de luz, verdade e amor.

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Um comentário em “O adultério é lícito?

    Tatiana disse:
    3 novembro, 2013 às 6:21

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