Evangelho Self-service

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Infelizmente os homens, ao longo dos anos, tem transformado a fé em Cristo num comércio, ou melhor, num grande negócio – e como tem gente lucrando nesta área as custas de incautos e ignorantes da verdadeira fé em Cristo. Incautos porque não tem a devida cautela e prudência para verificar o que lhes é ensinado (veja o que fizeram os cristãos de Beréia em Atos 17:11 a exemplo); e ignorantes, porque ignoram a verdade – que é a Palavra de Deus -, aceitando qualquer coisa proferida pelos “palradores frívolos” como “verdade”.

A respeito destes, o apóstolo Paulo descreveu:

“Porque existem muitos insubordinados, palradores frívolos e enganadores, especialmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.” (Tito 1:10,11)

Eles são falsos mestres, e o apóstolo Pedro os descreveu desta forma:

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme.” (2 Pedro 2:1-3)

Hoje, existe aquilo que alguns chamam de “evangelho self-service”. Mas o que vem a ser isto? Em termos gerais, é o conjunto de “igrejas” cada qual com seu credo, dogma, doutrina ou preceito; com seus livros e regras de fé, muitas vezes colocados a frente da própria Bíblia. As doutrinas destas “igrejas” em muitos casos é mais importante e obedecida do que a Palavra de Deus.

“Escolha sua ‘igreja’ e seja feliz” parece ser o lema da atualidade do movimento chamado “gospel” (palavra que quer dizer nada mais do que “evangelho” em inglês). Ou seja, as “igrejas” (organizações religiosas) se moldam ao gosto do “usuário”, ou “freguês” como nos restaurantes e fast-foods. Como disse uma cantora “gospel” muito conhecida no Brasil: “Tem ‘igreja’ para todos os gostos.” Transformaram louvor em músicas com ritmos mundanos e letras religiosas; a adoração virou show. É Inacreditável a falta de entendimento; e a falta dele faz perecer conforme Isaías 5:13a: “o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento.”

O problema é que muitos tratam a igreja como uma instituição (ou organização, ou um clube social, etc.), e ela precisa se amoldar ao gosto daqueles que frequentam, desviando do propósito real de ser igreja dado por Deus. As organizações religiosas se preocupam em agradar aos homens ao invés de agradar a Deus, e seus frequentadores acabam seguindo seu ritmo.

Mas o que é igreja na concepção bíblica? Igreja são pessoas, do termo grego ‘ekklesia’ que quer dizer “os chamados para fora do mundo” (de suas concupiscências e pecados) para servir a Deus. A igreja é o corpo de Cristo, formado por “pedras” que vivem – cada um dos cristãos; pessoas redimidas – discípulos fiéis a Cristo e a sua doutrina (1 Pedro 2:4,5). E vale lembrar que Jesus fundou uma igreja (a Sua igreja – Mateus 6:18; 1 Coríntios 12:20; Efésios 4:4); e pra ser igreja dele é necessário seguir e obedecer unicamente seus ensinamentos, livrando-se das regras e preceitos criados pelos homens (Lucas 6:46; João 15:14; 1 João 5:3,4).

A igreja não é uma instituição e muito menos uma organização ou um clube social; a igreja não é prédio, nem um templo físico; a igreja é cada um dos filhos de Deus (“santuário do Espírito Santo” – 1 Coríntios 6:19) que são amoldados, não ao gosto popular ou pessoal, mas a vontade de Deus – como o ‘Oleiro’ quer e não como ‘vaso’ quer. Deus é o Oleiro e nós os vasos (barro). Barro endurecido não é moldável, e por mais que tente não se amoldará. A solução é quebrar o vaso endurecido (desobediente) e fazê-lo novo – nova massa; maleável – moldável ao gosto do Oleiro (Jeremias 18:4,6; Romanos 9:20,21; 2 Coríntios 4:6,7).

Precisamos endurecer sim, mas não para Deus e a sua vontade, mas para os movimentos e religiões humanas, doutrinas e preceitos que não são encontrados na Palavra de Deus e ao “evangelho self-service” que prolifera assustadoramente a cada dia.

“Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.” (2 Timóteo 4:1-4)

Ou nos amoldamos (somos moldados) a vontade de Deus ou será inútil e completamente fútil dizer que somos cristãos; aliás não temos que dizer que somos cristãos, precisamos agir e viver como tais em toda e qualquer situação de nossas vidas.

O cristão não tem dia para adorar, pois sendo “santuário do Espírito Santo” é um templo de adoração constante e itinerante, testemunhando e levando a Luz e a Palavra de Cristo por onde passam.

“São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.” (Apocalipse 14:4bc)

“Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo, preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente.” (Filipenses 2:14-16)

Por fim Paulo disse: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gálatas 1:8,9). Deixemos, pois, de alimentar do evangelho self-service – que é anátema (maldito) -, para se alimentar unicamente do evangelho puro e simples (semente pura) do Senhor Jesus Cristo.

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Um comentário em “Evangelho Self-service

    Moacir Silva disse:
    26 junho, 2013 às 23:19

    O homem tem livre arbítrio ou seja (alvedrio) e é natural a idiossincrasia, modo de pensar, sentir, ver, escolher e agir, as pessoas sofrem de modo diferente os efeito de uma mesma ação, e isto, tem desviado muitos, mesmo tendo conhecimento da verdade,mas os interesses materiais e desejos de posição no meio em que vivem falam mais alto. João 12:42-43; Jesus disse: “Quem não é comigo é contra mim;e quem comigo não ajunta, espalha” Lucas 11:23. O homem é indesculpável ao desobedecer ou inverter os oráculos de Deus, Gênesis 3:22. Bom seria se não houvesse idiossincrasia no cristianismo e na justiça dos homens, mas que todos tivessem um mesmo parecer e sentimento.

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