O evangelista Lucas descreveu que os cristãos habitantes da cidade grega de Beréia eram mais nobres e diz porque: eles “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11b). Eles eram mais nobres que os de Tessalônica, conforme diz o verso – outra cidade grega – onde cristãos, sem dúvida alguma, enfrentaram com coragem a perseguição, defendendo sua fé com ousadia, pregando fervorosamente a Cristo, onde transformaram a perseguição que sofriam em “combustível” para propagar destemidamente a mensagem de salvação em Jesus; mostrando que ser nobre, era uma característica cristã difundida na igreja primitiva.

Seremos nós nobres? Dicionários seculares definem este termo como pertencente a nobreza; Excelente; ilustre, distinto; Honroso e apreciável; Magnânimo; Elevado, sublime. Biblicamente, apoiando na passagem de Atos sobre os bereanos, poderíamos traduzir nobres como aqueles se educam e são abertos ao ensino da Palavra de Deus, desejando intensamente receber as Sagradas Escrituras, para estudar e compreender a verdade, e como consequência, colocar em prática em suas vidas.

Quem não examina – não lê, não estuda e não observa atentamente – a palavra de Deus, é um plebeu, espiritualmente falando, pois tem toda sorte de bênção espiritual a sua disposição (Efésios 1:3) e ao seu alcance para se tornar nobre, como os cristãos de Beréia, mas prefere dar ouvidos a ensinos de “doutrinas que são preceitos de homens” e em vão adoram a Deus (Marcos 7:7).

O poder de Deus, o evangelho, foi concedido pelo SENHOR a nós para ser vivido e compartilhado com outros, não para ficar guardado, ignorado e escondido! Sejamos, portanto, nobres como os cristãos de Tessalônica, pregando e compartilhando o poder de Deus, e mais nobres ainda como os de Beréia, examinando as Sagradas Escrituras todos os dias “para ver se as coisas eram, de fato, assim”.