Apóstolos

A multidão de convertidos

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Atos dos apóstolos / Espírito Santo

Nesta mensagem reunimos diversas passagens do livro de Atos destacando a incrível trajetória dos apóstolos e primeiros discípulos de Jesus Cristo na propagação do evangelho – a boa notícia da salvação – aos judeus e gentios no primeiro século, e início de Sua igreja. Em cada passagem confirmamos o crescimento multiplicativo de convertidos a Cristo; e em alguns destes episódios, notamos fatos importantes que aconteceram [marcados na cor azul]. Também confirmamos a profecia de Jesus feita no verso oito do primeiro capítulo, sendo cumprida ao longo do trabalho árduo dos irmãos, empenhados a obedecerem a voz do Senhor Jesus. Que os atos destes servos de Cristo, supervisionados pelo Espírito Santo, nos incentive e encoraje a realizar a obra pelo qual fomos chamados:

Irbuscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10)

Introdução:

1:6-8 – Testemunhas [Recebereis poder]

6  Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel? 7  Respondeu-lhes: Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade; 8  [mas recebereis poder], ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.

Conversões sem fim:

2:37-41 – As primeiras conversões [Recebereis o dom]

37  Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38  Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e [recebereis o dom do Espírito Santo]. 39  Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40  Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41  Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.

4:1-4 – O número aumenta

1  Falavam eles ainda ao povo quando sobrevieram os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, 2  ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos; 3  e os prenderam, recolhendo-os ao cárcere até ao dia seguinte, pois já era tarde. 4  Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil.

> v. 13: comunhão com Jesus

Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus.

5:12-16 14 – A multidão cresce [Prodígio e sinais: apóstolos]

12  [Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos]. E costumavam todos reunir-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão. 13  Mas, dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles; porém o povo lhes tributava grande admiração. 14  E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor, 15  a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse nalguns deles. 16  Afluía também muita gente das cidades vizinhas a Jerusalém, levando doentes e atormentados de espíritos imundos, e todos eram curados.

> v. 17-21: Prisão, soltura e pregação

17  Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele, isto é, a seita dos saduceus, tomaram-se de inveja, 18  prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública. 19  Mas, de noite, um anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e, conduzindo-os para fora, lhes disse: 20  Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta Vida. 21  Tendo ouvido isto, logo ao romper do dia, entraram no templo e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que com ele estavam, convocaram o Sinédrio e todo o senado dos filhos de Israel e mandaram buscá-los no cárcere.

6:17 – Multiplicação [Escolha dos obreiros]

1  Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. 2  Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. 3  [Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; 4  e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. 5  O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6  Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos]. 7  Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.

8:4-8 [6] – A palavra chega a Samaria

4  Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5  Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo. 6  [As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava]. 7  Pois os espíritos imundos de muitos possessos saíam gritando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados. 8  E houve grande alegria naquela cidade.

> v. 9-13: A conversão do mágico

9  Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; 10  ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. 11  Aderiam a ele porque havia muito os iludira com mágicas. 12  Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. 13  [O próprio Simão abraçou a fé; e, tendo sido batizado, acompanhava a Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados].

9:1-19 [5,6,15,20] – A conversão de Saulo

5  Ele perguntou: Quem és tu, Senhor? E a resposta foi: Eu sou Jesus, a quem tu persegues; 6  mas levanta-te e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer. 15  Mas o Senhor lhe disse: Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; 20  E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus.

> v. 31,42: O número cresce

31  A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número. 42  Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos creram no Senhor.

10:44-48 – A conversão dos gentios

44  Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45  E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; 46  pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro: 47  Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? 48  E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.

11:19-21 – Conversões em Antioquia

19  Então, os que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. 20  Alguns deles, porém, que eram de Chipre e de Cirene e que foram até Antioquia, falavam também aos gregos, anunciando-lhes o evangelho do Senhor Jesus. 21  A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor.

> v. 26c: os discípulos de Jesus pela primeira vez chamados cristãos

25  E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; 26  tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.

12:24 – A palavra cresce e multiplica

Entretanto, a palavra do Senhor crescia e se multiplicava. 

13 – A primeira viagem missionária de Paulo: v. 1-14:28

> v. 44-52 [46-49]: Gentios aceitam/Judeus rejeitaram

44  No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. 45  Mas os judeus, vendo as multidões, tomaram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava. 46  Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os gentios. 47  Porque o Senhor assim no-lo determinou: Eu te constituí para luz dos gentios, a fim de que sejas para salvação até aos confins da terra. 48  Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. 49  E divulgava-se a palavra do Senhor por toda aquela região. 50  Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu território. 51  E estes, sacudindo contra aqueles o pó dos pés, partiram para Icônio. 52  Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo.

14 – Conversões em Icônio, Listra e Derbe

> v. 1,20-22: Tribulações para entrar no reino

1 Em Icônio, Paulo e Barnabé entraram juntos na sinagoga judaica e falaram de tal modo, que veio a crer grande multidão, tanto de judeus como de gregos. 20  Rodeando-o, porém, os discípulos, levantou-se e entrou na cidade. No dia seguinte, partiu, com Barnabé, para Derbe. 21  E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade e feito muitos discípulos, voltaram para Listra, e Icônio, e Antioquia, 22  [fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus].

15 – A segunda viagem missionária de Paulo: v. 36-18:23

16:1-5 – Igrejas fortalecidas aumentam em número

1  Chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego; 2  dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e Icônio. 3  Quis Paulo que ele fosse em sua companhia e, por isso, circuncidou-o por causa dos judeus daqueles lugares; pois todos sabiam que seu pai era grego. 4  Ao passar pelas cidades, entregavam aos irmãos, para que as observassem, as decisões tomadas pelos apóstolos e presbíteros de Jerusalém. 5  Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número. 

> v. 6,7: Impedimento do SENHOR para pregar em determinados locais

6  E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, 7  defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu.

17:1-4 – Conversões em Tessalônica

1  Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. 2  Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, 3  expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. 4  Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres.

> v. 10-12 [11]: Beréia = cristãos nobres / conversões

10  E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11  Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. 12  [Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens].

> v. 15,16: Paulo em Atenas

Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais.

18:5-8 – Conversões em Corinto

5  Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, Paulo se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus. 6  Opondo-se eles e blasfemando, sacudiu Paulo as vestes e disse-lhes: Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo e, desde agora, vou para os gentios. 7  Saindo dali, entrou na casa de um homem chamado Tício Justo, que era temente a Deus; a casa era contígua à sinagoga. 8  Mas Crispo, o principal da sinagoga, creu no Senhor, com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo, criam e eram batizados.

> v. 9,10: Não temas em pregar abertamente a palavra de Deus

9  Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; 10  porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade.

> v. 24-21:16: A terceira viagem missionária de Paulo

19:18-20 – Muitos se convertem, inclusive mágicos

18  Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. 19  Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários. 20  Assim, a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente.

21:17-20 – Dezenas de milhares

17  Tendo nós chegado a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria. 18  No dia seguinte, Paulo foi conosco encontrar-se com Tiago, e todos os presbíteros se reuniram. 19  E, tendo-os saudado, contou minuciosamente o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério. 20  Ouvindo-o, deram eles glória a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei

21:27-40 – A prisão de Paulo

27:1-28:16 – Paulo enviado para a Roma

Conclusão:

28:30,31 – Paulo: Pregação livre em Roma antes de sua morte

30 Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, 31  pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo.

Enfim, aos cristãos é dada a incumbência de continuar escrevendo o livro através de seus atos sob a supervisão e direção do Espírito Santo até a volta do Senhor Jesus.

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Os milagres bíblicos e a fé em Cristo hoje

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“Disse-lhe Jesus [a Tomé]: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20.29-31).

Os milagres registrados na Bíblia tiveram cinco propósitos básicos: 1) Provar a fonte da mensagem (que era de Deus); 2) Provar que Jesus tinha poder para perdoar pecados; 3) Introduzir uma nova doutrina (a de Cristo); 4) Confirmar as credenciais dos apóstolos (autênticos mensageiros de Cristo); 5) Confirmar a palavra pregada pelos apóstolos.


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Eles não entram e não deixam entrar

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É por causa de homens que se autodenominam “apóstolos”, “pastores e mestres” que muitos não chegarão a Jesus e perderão a salvação. A sociedade ímpia e incrédula generaliza a “fé” e pensa que tudo ligado ao cristianismo é isto que estão acostumados a ver no mundo religioso atual; geralmente polêmicas e escândalos relacionados a dinheiro e a condutas contrárias a fé que professam ter. (A respeito de apóstolos e pastores ver notas 1 e 2 no final)

Não concordamos e não participamos de tais atos! O apóstolo Paulo disse que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23); mas a verdade precisa ser dita. O julgamento pertence a Deus, mas como cristãos, não podemos ficar calados ante tamanho desvio da vontade de Deus (apostasia), gerando desta forma o desinteresse e afastamento de muitos que poderiam seguir e ser salvos por Jesus Cristo.

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“Se alguém errar, liquide-o”

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“Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? Jesus, porém, voltando-se os repreendeu e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E seguiram para outra aldeia” (Lucas 9:54-56).

A reação de Tiago e João em relação à atitude dos samaritanos no episódio narrado em Lucas 9:51-56 poderia ter sido a reação de muitos de nós: “Se alguém errar, liquide-o”. Jesus estava em direção a Jerusalém, mas precisava pernoitar em algum lugar. O Senhor enviou mensageiros a uma aldeia próxima, para lhe preparar um local onde ficar. Um povoado de samaritanos era a opção. Mas, assim que seus habitantes souberam que Jesus não ficaria ali, eles acabaram por não recebe-lo. Os apóstolos, agindo por instinto, “sugeriram” a destruição daqueles samaritanos. Jesus, porém, os repreendeu de forma bem clara, mostrando o Seu real propósito na terra: “… o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.” (Lucas 9:56a).

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Qual é a verdadeira igreja?

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A verdadeira igreja é aquela estabelecida por Jesus Cristo através de seus apóstolos. A igreja do Senhor Jesus foi estabelecida durante a festa judaica chamada Pentecostes – ou festa da colheita – festa que era comemorada pelos judeus cinqüenta dias depois da páscoa.

 

Jesus já havia prevenido o apóstolo Pedro sobre Sua igreja; veja: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18). Pedro foi o apóstolo que levantou a questão após a ressurreição do Senhor. “Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos e disse: Irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura…” (Atos 1:15,16a). Os discípulos reunidos ali, receberam do céu, poder para começarem seu ministério. “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:1-4).

 

Há uma confusão enorme em relação a essas línguas – alguns interpretam como línguas estranhas; outros como línguas de anjos; etc., – mas na verdade eram línguas inteligíveis, porém, de outros povos que vieram de diversos países para a festa em questão; veja: “Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?” (Atos 2:5-8). Exemplificando é como se estivemos no Brasil num grande evento e viessem americanos, alemães, italianos, japoneses e etc., e cada um pudesse entender em suas línguas maternas o que vários pregadores estivessem falando, cada qual em sua própria língua.

 

Pedro e os demais apóstolos então se levantaram e começaram a pregar as boas novas. “ Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras… Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis;  sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (Atos 2:14, 22-24). Os apóstolos então declararam aos judeus que Jesus era o Messias esperado por eles: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2:36).

 

Os judeus atormentados e aflitos perguntaram aos apóstolos o que precisariam fazer para reparar o erro cometido; quando o apóstolo Pedro tomou a frente mais uma vez e respondeu que só por meio do arrependimento e batismo poderiam ser salvos da condenação; veja: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:37,38).

 

Eles então foram acrescentados por Deus a igreja que estava nascendo, a igreja de Jesus – aquela que Ele preveniu a Pedro na passagem de Mateus – através do batismo. “Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (Atos 2:40,41).

 

Agora como cristãos, viviam completamente diferente da vida que levavam antes; veja: E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (Atos 2:42-47).

 

Nesta descrição, confirmamos que a igreja foi estabelecida por Jesus Cristo através de seus enviados especiais – os apóstolos – que foram usados como instrumentos para colocar em prática o Seu plano e a Sua vontade.

– A verdadeira igreja é aquela que está fundamentada nas verdades do Novo Testamento e busca resgatar estes princípios. A doutrina que a igreja precisa seguir está toda registrada nas páginas do Novo Testamento e em nenhum lugar mais.

– A verdadeira igreja não precisa de credos ou preceitos humanos, pois ela é movida pela Palavra de Deus que é perfeita. “O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado” (1 Coríntios 13:8-10).

– A verdadeira igreja tem no Novo Testamento – a nova aliança de Deus – sua autoridade e regra de fé. No Antigo Testamento – a antiga aliança de Deus – a igreja observa os princípios e preceitos para conhecer o caráter de Deus, Sua criação e profecias a respeito do Filho do Homem – Jesus, o Salvador.
Quando tentam unir as duas alianças, anulam o que Cristo fez, ou seja, estabelecer uma nova aliança de Deus com os homens. A antiga aliança teve o seu papel: “De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé. Mas, tendo vindo a fé, já não permanecemos subordinados ao aio (Gálatas 3:24,25). Ela serviu como um aio ou tutor – pessoa de confiança que cuida de uma criança, educando-a ou disciplinando-a até que ela atinja a maior idade – para levar-nos a Cristo. Cumprida a tarefa do tutor, não justifica continuarmos buscando a sua tutela, já que agora estamos sob a tutela de Cristo. Voltar à antiga lei é anular a graça de Deus dada em Jesus Cristo. “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes” (Gálatas 5:4).

 

A verdadeira igreja obedece às ordens de Seu único Senhor porque o ama. “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (João 5:3). Ela não desvia da vontade de Deus ou faz barganha para ganhar mais membros. “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Coríntios 2:17).

 

A verdadeira igreja é o corpo de Cristo, sendo Ele a Cabeça, aquele que guia, direciona e comanda o corpo. “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:18,19).

 

A verdadeira igreja é a gloriosa noiva de Cristo, que Ele virá buscar para estar ao Seu lado eternamente. “…porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. … Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Efésios 5:23, 25-27).

 

A verdadeira igreja não se dobra ou se une a organizações humanas. “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? (2 Coríntios 6:14).

 

A verdadeira igreja não é uma organização, mas um organismo vivo. “…vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1 Coríntios 12:27).

 

A verdadeira igreja não escandaliza a sociedade com procedimentos vergonhosos e também não é uma entidade financeira, que só fala e pede dinheiro. “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, é enfatuado (soberbo; pretensioso), nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações (provocar polêmica) sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade (zelo e temor a Deus) é fonte de lucro (1 Timóteo 6:3-5).

 

Por fim a verdadeira igreja é aquela que faz a vontade de Deus, prega o evangelho, segue a verdade em amor e glorifica a Deus pelas suas atitudes e procedimento santo.

 

Louvado seja Deus pela Sua igreja gloriosa, busque-a e a achará!