Entregando-se a fábulas

A palavra profética do apóstolo Paulo se concretiza de forma contundente nos dias atuais. Ele disse: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas” (2 Timóteo 4:3,4).

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Verdade versus mentira

O que é uma fábula? É uma “composição, geralmente em verso, em que se narra um fato cuja verdade moral se oculta sob o véu da ficção. Mitologia; Mentira; Sucesso inventado” (cf. Dicionário Priberam).

Pois bem, com estes significados, uma fábula cai como uma luva no meio religioso, dito cristão, mas, infelizmente, corrompido pela mentira. Infelizmente, muitos homens mudam “a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Romamos 1:25). O apóstolo Paulo descreveu coisas terríveis que os homens fazem quando ignoram a verdade de Deus, transformando-a em mentira (Veja em Romanos 1:18-32).

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Coceirinha no ouvido

Ouvido - 1“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas” (2 Timóteo 4:3,4).

Coceirinha no ouvido! Incomoda, não?! Ela incomoda tanto que às vezes queremos “coçar” com algo pontiagudo que com certeza pode ferir a delicadeza de nossos ouvidos. É a mesma coisa quando recusamos ouvir a verdade dando lugar às “fábulas” que coçam nossos ouvidos, mas podem nos destruir (Conf. 2 Timóteo 4:4b). A verdade faz “coçar” os ouvidos; ela incomoda quando sabemos que estamos errados e ela nos repreende, ou seja, mostra-nos onde erramos.

É o natural do ser humano não gostar de ser repreendido. “Eu errei, mas você também erra.” “Eu pequei, mas você também peca.” Ao invés de reconhecer e aceitar a repreensão, queremos logo transferir a nossa culpa para o outro também. Mas, quando alguém “coça” os nossos ouvidos dizendo que está tudo bem e que Deus é misericordioso e podemos ficar tranqüilos, não havendo a necessidade de arrependimento, esquecemos que Ele também é justo, não inocenta o culpado e espera o arrependimento de todos (Naum 1:3; 2 Pedro 3:9).

É necessário, portanto, rejeitar os “coçadores” de ouvidos e deixar a Palavra da verdade nos moldar e transformar em uma nova pessoa, mesmo que soframos com isso. Precisamos lembrar que a transformação e a mudança causam dor, mas é uma dor que resultará em prazer e alegria lá na frente. “Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos” (Hebreus 12:5b-8).

Para uma melhor compreensão da disciplina do Senhor, leia todo o capítulo 12 de Hebreus.

Palavras para guardar: Transformação e Mudança

Nada senão a verdade

Reflexão 112

Estamos dispostos a ouvir o que não queremos ouvir? A tendência humana é recusar dar “ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:4). É muito mais fácil ouvir uma “fábula” do que ouvir a verdade.

O rei de Israel, Acabe, envolto na idolatria e na perversidade, recusava-se ouvir a verdade por meio dos profetas de Deus, dando lugar as palavras que ele queria ouvir de seus próprios profetas. Ele envolveu o bom rei de Judá, Josafá, em mais uma de suas desobediências ao Senhor (1 Reis 22:1-28).

Recusar a verdade é recusar ouvir a Palavra de Deus, pois a Palavra de Deus é a verdade e ela é “viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hebreus 4:12). Porém, Jeremias disse que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (17:9).

Só Deus é capaz de conhecer as profundezas de nossos corações e pensamentos. “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4:13). Deus conhece realmente nossas intenções e razões, portanto, vivamos com sinceridade, reverência e temor diante dEle.

É muito mais fácil dar ouvidos a uma “fábula” que satisfaça as vaidades e desejos egoístas, do que dar ouvidos a verdade, que transforma o caráter, quebrando o vaso e fazendo um novo. É fácil cantar o cântico “Eu quero ser”, “quebra a minha vida e faça-a de novo, eu quero ser um vaso novo”, mas estamos dispostos e convictos a enfrentar as conseqüências e possíveis dores desta decisão, pois cantar louvores a Deus também é pedir que Ele faça em nossas vidas o que o cântico descreve. Muitos cantam por cantar, porque acham bonito, faz bem e é bom, mas devemos estar entre aqueles que cantam louvores a Deus convictos e conscientes do que representa estes louvores para Deus e para nós, e estarmos preparados para o que vier. Quando cantarmos “quebra a minha vida e faça-a de novo”, estejamos preparados para Deus mudar completamente as nossas vidas, ou seja, retirar tudo aquilo que não deve estar no “templo” de adoração, pois os cristãos são santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo” (2 Coríntios 6:16b).

O rei Acabe recusou dar ouvidos a verdade e as consequências para ele foram trágicas (1 Reis 22:29-40). Que possamos estar dispostos a ouvir a verdade, independentemente do que tenhamos que enfrentar, como muitos dos servos de Deus e também o próprio Senhor Jesus. Devemos dizer e viver como o apóstolo Paulo: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21).