O disfarce inútil

Rei Acabe - 4Subiram o rei de Israel e Josafá, rei de Judá, a Ramote-Gileade. Disse o rei de Israel a Josafá: Eu me disfarçarei e entrarei na peleja; tu, porém, traja as tuas vestes. Disfarçou-se, pois, o rei de Israel e entrou na peleja.” (1 Reis 22:29,30)

O rei de Israel, Acabe, estava tenso por causa da proximidade do combate em Ramote-Gileade. Ele devia estar se lembrando das palavras contrárias ditas pelos profetas Elias e Micaías a seu respeito (1 Reis 20:42; 21:19b; 22:17a;23b).

A tensão aumentou, não só por causa da batalha em si, mas pelas profecias nada animadoras. Ela aumentaria ainda mais se Acabe soubesse dos planos de Ben-Hadade, rei da Síria, a seu respeito: “Não pelejareis nem contra pequeno nem contra grande, mas somente contra o rei de Israel” (1 Reis 22:31). O rei da Síria deixou bem claro quem ele queria morto. O estranho de tudo isso é que Ben-Hadade era aquele a quem Acabe considerava como um “irmão” e acabou soltando-o após a sua vitória que foi concedida por Deus (1 Reis 20). O rei de Israel soltou aquele a quem Deus já havia condenado (1 Reis 20:31-34,42). Desobedecer a Deus tem as suas conseqüências.

Acabe então pensou numa forma de se safar de seu destino já predito: Eu me disfarçarei e entrarei na peleja”; com certeza como um soldado comum. Porém, o rei não tinha como escapar, pois a sua sentença já estava dada. Mesmo disfarçando-se, ele não teria outro fim que não fosse a morte nesta batalha (1 Reis 22:34-38). Em episódios anteriores podemos comprovar que o rei de Israel teve oportunidades dadas por Deus de se arrepender e voltar-se para Ele, mas Acabe se arrependeu momentaneamente e por fim a paciência de Deus se esgotou. Com a sentença dada pelo profeta Micaías, a vida de Acabe estava chegando ao fim (1 Reis 22:14-26); não que Deus não tenha dado inúmeras oportunidades para o arrependimento do rei de Israel, mas porque ele não queria e não quis se arrepender.

Os antigos quando saíram do Egito – onde eram oprimidos como escravos – ganharam a mercê de Deus pela sua libertação, mas murmuraram tanto ao ponto de confeccionar um deus para adorarem, e acabaram perecendo no deserto por onde peregrinaram. Daquela geração apenas dois entraram na terra prometida, a saber, Josué e Calebe. Nem Moisés entrou por ter desobedecido a Deus (Deuteronômio 34:4-6).

Hoje, os cristãos estão peregrinando em “terra estranha” rumo ao céu, pelo deserto deste mundo corrompido pelo pecado e muitos tem ficado pelo caminho; alguns porque passam a adorar falsos deuses; outros porque se disfarçam de fiéis enganando a si próprios; outros reclamando da vida e de Deus; e outros “porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (João 12:43). O fato é que Jesus disse: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela (Mateus 7:13,14).

O povo antigo – idolatra, desobediente e murmurador – não herdou a terra prometida, apenas seus descendentes; e da mesma forma aqueles que idolatram, não se arrependem e não obedecem a Deus, também não herdarão o reino dos céus. Portanto, adoremos somente Àquele que digno de ser louvado e adorado: O Deus Todo Poderoso. Arrependamos de nossos pecados sem o qual pereceremos pelo caminho rumo a “terra prometida”, o céu; e obedeçamos ao Único e Soberano Senhor do universo: O Deus Criador.

Palavras para guardar: Adorar (somente a Deus – Elohiym), Arrependimento e Obediência (ao Senhor – Yehovah)

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Meditação – Atos 9:15,16

Instrumento escolhido

romanos-91516“Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” (Atos 9:15,16) 

 

– Sempre precisamos parar e refletir revendo nossas vidas, pois um cristão autêntico, ou seja, um discípulo e seguidor fiel de Cristo, não se envolve com os negócios desta vida (2 Timóteo 2:4). É preciso nos comprometermos com a obra de Deus, para que no último dia não sejamos surpreendidos pelo alerta de Cristo: “Em verdade vos digo que não vos conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mateus 25:12,13).

 

Não fazer nada para Deus nos coloca no mesmo pé de igualdade que os incrédulos. Acordemos para a realidade de nossa vocação. O mundo quer conforto, farras, diversão e riqueza; os cristãos devem desejar fazer a vontade de Deus, mesmo que eles sofram perseguição e injustiças. Este mundo “jaz no maligno” (1 João 5:19) e a esperança que temos é a salvação em Cristo Jesus.

Muitos vivem uma vida cristã cambota (1 Reis 18:21), procurando andar em dois caminhos totalmente inversos: as trevas da incredulidade e impureza do mundo, junto com a fé, santidade e pureza do caminho de Cristo. É impossível, pois são opostos entre si (2 Coríntios 6:14)!

Jesus nos fez um chamado: ser um instrumento santo – separado, puro e fiel – para ser usado em seu plano de redenção aqui na terra. Ser um instrumento de Deus exige disciplina, obediência, coragem e ousadia para defender a causa de Cristo, bem como fazer conhecido o nome e a vontade de Deus. Seja, portanto, um instrumento escolhido!

 

Meditação – Salmo 121:3,4

O guarda que não dorme

 

“Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.” (Salmo 121:3,4)

 

– Quem é o guarda de Israel? Quem é este que não cochila e nem dorme? Quem é este que está pronto a nos acudir em qualquer tropeço e está de prontidão para evitar nossa queda? O guarda de Israel é aquele que nos socorre nos momentos de fraqueza; quando estamos em perigo e quando estamos prestes a sucumbir.

No verso anterior lemos: “de onde me virá o socorro? …vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.” Sim, este é o guarda de Israel. Deus é aquele que não cochila e nem dorme; é aquele que não permitirá que os seus protegidos desviem de Seu caminho. Se somos do Senhor, Ele não permitirá que isso aconteça; Ele não permitirá que voltemos a revolver na lama do pecado; Ele não permitirá que voltemos ao refugo das nossas vidas; Ele não permitirá que voltemos a viver vidas vazias, sem rumo e sem esperança. Por isso Ele nem mesmo cochila, por que não quer que nenhum dos seus filhos se perca.

Aliás, Deus “deseja que todos os homens sejam salvos” (1 Timóteo 2:4); por isso não podemos vacilar em nosso caminhar – tendo firmeza e solidez na fé em Cristo – e assim sermos usados por Ele em seu plano de redenção, indo, buscando e salvando o perdido (cf. Lucas 19:10).