Meditação – Salmo 112.4

Ao justo nasce luz

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“Ao justo, nasce luz nas trevas; ele é benigno, misericordioso e justo.” (Salmo 112.4)

 

– Ao nos entregarmos a Cristo, somos transportados para o reino do Filho do seu amor” (Colossenses 1:13). Somos “justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24).

Nos tornamos justos pela ação poderosa de Jesus que se entregou por amor a nós na cruz, nos resgatando do destino que era nosso, ou seja, nós merecíamos a morte e a condenação eterna por causa de nossas transgressões, mas o Seu imenso amor não permitiu isso.

O amor de Cristo nos constrange a vivermos única e exclusivamente para Ele (1 Coríntios 5:14,15). Sob a Sua luz, frutificamos benignidade, ou seja, brandura, suavidade para com os outros. Exalamos a Sua misericórdia, através da bondade de Deus, manifestadas no perdão, apoio, auxílio, humildade e interseção junto ao Pai.

O cristão é justo porque vive sob a “justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem” (Romanos 3:22). “A justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1:17). 

 

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Meditação – 2 Pedro 2:7,8

Livrando os justos

 

Ló“e livrou o justo Ló, afligido pelo procedimento libertino daqueles insubordinados (porque este justo, pelo que via e ouvia quando habitava entre eles, atormentava a sua alma justa, cada dia, por causa das obras iníquas daqueles),” (2 Pedro 2:7,8)

 

– A respeito dos antigos é dito: “homens dos quais o mundo não era digno” (Hebreus 11:38a). O autor de Hebreus descreveu em todo capítulo 11, a trajetória daqueles que – apesar de estarem sob a antiga aliança – viveram por convicção e certeza da existência e promessas de Deus; uma fé operante e obediente. Vidas de completa devoção, entrega e amor a Deus. Vidas consagradas, justas e piedosas, que sofreram amargamente por causa de sua fé inigualável.

Ló é um desses personagens reais, que foi atormentado e afligido pela conduta ímpia dos habitantes de sua cidade; carregados de iniqüidade no proceder e no pensar. Numa cidade repleta de libertinagem, Ló “reinava” sozinho com sua conduta santa, e como diz a passagem: justa.

Apesar de todo o sofrimento que Ló passava por causa das atitudes vergonhosas de seus compatriotas, Abraão, seu tio, ainda suplicou por diversas vezes ao Senhor para salvar as cidades (Sodoma e Gomorra), mas sabemos que não aconteceu, pois não havia a justiça de Deus naqueles lugares.

Muitas vezes nos sentimos afligidos e atormentados com as atitudes libertinas ao nosso redor. O mundo está corrompido pelo pecado e quer sim quer não, aqueles que querem viver justa e piedosamente diante de Deus, sofrerão; mas sabemos também que Deus livra os seus filhos – na hora certa – de tais sofrimentos. O Senhor livrou Ló e com certeza livrará a todos que tenham uma comunhão íntima de santidade, pureza e amor com Ele.

 

Meditação – 1 Pedro 4:17,18

Juízo pela casa de Deus

 

 

“Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, se é com dificuldade que o justo é salvo, onde vai comparecer o ímpio, sim, o pecador?” (1 Pedro 4:17,18)

 

– Ultimamente tem crescido o descaso de pessoas com a seriedade de se tornarem cristãs. Muitos andam engatinhando na superficialidade da Palavra de Deus com uma vida cristã inerte e cambota (um pé no mundo e outro na igreja [corpo de Cristo]). “Brincam” com o “conhecimento” que tem e parece que quanto mais “aprendem”, mais longe de Deus ficam. Isso é visto claramente nas atitudes e no andar destes “cristãos” ocasionais.

Ao aprendermos algo sobre a Palavra de Deus, precisamos ter em mente: “eu não sabia e por isso pecava; agora eu sei, aprendi e em consequência, preciso fazer o que é certo diante de Deus daqui pra frente”. A partir do momento que a Palavra de Deus é proferida, seu juízo já se faz presente. Jesus disse: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12:48).

Se para o justo é difícil ser salvo imagine aquele que não observa e obedece a Palavra de Deus? Com certeza não é o que “fazemos” é que irá nos salvar, pois a salvação vem pela graça e misericórdia de Deus por meio de Cristo Jesus, mas precisamos andar como justificados e não como ímpios, quando ainda não conhecíamos a verdade.

Precisamos dar testemunho de uma nova vida; vida transformada pelo poder de Deus. Precisamos mostrar ao ímpio e pecador – assim como nós éramos antes de conhecermos a Cristo – que é possível ter vidas retas, santas e consagradas a Deus. É possível com a ajuda e direção do Senhor ser obediente e andar em conformidade com a Sua Palavra.

O lugar onde comparecerá o ímpio é terrível, mas ao justo, seu lugar é ao lado de Cristo eternamente.

Meditação – 1 Pedro 3:12

Os olhos e os ouvidos do Senhor

 

 

 “Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos,

e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas,

mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males.”

(1 Pedro 3:12)

 

– A língua, este pequeno, mas “poderoso” órgão do ser humano, é capaz de muitos estragos conforme Tiago 3:5,6 e o apóstolo Pedro reforçou o seu “poder” no verso 10, quando voltado para o mal. Refreie e evite que seus lábios sejam usados para a maldade.

Como você reage quando sabe que alguém o observa? Como reagimos quando estamos sob os olhares de alguém? E quando não estamos; quando não há “ninguém” olhando, como reagimos? E quanto a Deus? Pedro diz que o Senhor repousa seus olhos sobre seus servos; aqueles que professam ser seus seguidores; seus discípulos. Ele não está só observando, Ele “repousa” seus olhos, ou seja, ao olhar o justo, sua visão encontra descanso e tranquilidade, ao invés de ira, decepção e reprovação causada pela prática do mal. Ao justo, o Senhor dá ouvidos; Ele atende as suas súplicas – lembra-se de Elias?

Não nos enganemos: se há em nossas vidas a pratica de algum mal, Deus não está repousando seus olhos sobre nós, mas está contra nós; e isso é ruim, péssimo e terrível. Cuidemos de nossos pensamentos, palavras e ações e deixemos Deus repousar seus olhos em nós!

 

Meditação – Mateus 5:45

Filhos do Pai celeste

“para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” (Mateus 5:45)

 

– Todos querem ser filhos de Deus e muitos dizem ser filhos dEle. Mas o querer e dizer não garante que isso realmente seja verdade. Muitos se iludem imaginando que tudo acontece automaticamente, bastando dizer e querer: “eu sou filho de Deus”.

Jesus nos mostra que para ser um filho de Deus, é preciso fazer algo que vai além da capacidade natural de cada um de nós. Por que pelas nossas próprias forças, nunca conseguiremos tal feito. O Senhor diz que para sermos filhos de Deus, precisamos agir como Ele age; fazer como Ele faz e amar como Ele ama.

No verso anterior (44), Jesus desafiou cada seguidor seu a amar aos inimigos e orar aos que lhes perseguem. Tal atitude é praticamente impossível para o homem guiado pela carne; mas para um verdadeiro filho de Deus, que é guiado pelo Espírito Santo, seu agir é em conformidade com a vontade de Deus.

Temos um Mestre e Ele nos ensina como devemos ser; temos um Pai e Ele nos dá o exemplo de como devemos viver e temos um Senhor que nos manda fazer aquilo que é da sua vontade. Deus derrama bênçãos como o sol e a chuva a qualquer um, mas há bênçãos que só os seus filhos recebem; uma delas é ser como Ele é.