O homem cristão no lar – II

Servindo como marido
O homem a serviço do rei Jesus

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios 5:25)

Como no verso 23, aqui Paulo também faz uma ligação muito importante para entendermos o papel do homem no lar; agora como marido. O Marido (Cristo) ama sua mulher (igreja). A segunda oração do versículo mostra o papel do “marido” Cristo: Ele “amou a igreja a si mesmo se entregou por ela”. Cristo ama a igreja e ele dá a sua vida por ela. Cristo a ama e por esta causa, deu sua vida por ela. O parafraseando para o homem ficaria deste modo: o marido ama a sua mulher, e a si mesmo se entrega por ela. Na aplicação seria: o marido ama a sua mulher, como Cristo amou a igreja (amor sacrificial) e a si mesmo se entrega por ela (ele faz tudo por ela até o ponto de dar a sua própria vida).

Deus quer homens que sirvam seus lares. Jesus sendo Senhor serviu aos seus discípulos (João 13:13-15). Jesus quer contar com homens que estejam dispostos a amar suas esposas como Ele amou a igreja. No exemplo de Jesus, ser marido está ligado ao amor sacrificial (agape); ele a ama, por isso a serve, cuida e dá a sua vida. Jesus nos chama a amar as nossas esposas. Este é o nosso ministério; este é o nosso privilégio.

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Amando vossa esposa

“Maridos, amai vossa esposa e não a trateis com amargura.” (Colossenses 3:19)

– Amar aqui vem do grego ‘agapao’, forma imperativa de ‘agape’. Este é o amor de Deus aos homens, e em consequência, dos homens a Deus, aos outros e aos seus inimigos. Recebemos este amor quando nos entregamos a Deus em obediência ao batismo – o fruto do Espírito (Gálatas 5:22). O amor aqui é uma ação que se faz em benefício do outro; uma atitude sacrificial. Ex.: Jesus nos amou e deu a sua vida por nós, porém, não merecíamos o que Ele fez, mas Seu amor o fez agir em nosso favor. Assim como a graça é um dom imerecido, o amor ‘agape’ é uma dádiva que Deus nos oferece sem merecermos. Quando entendemos o amor de Deus, passamos a amar como Ele amou. Jesus disse: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34).

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Descobrindo e suprindo as necessidades do cônjuge

“Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo” – (Efésios 5:21)

 

1 – Descobrindo…

 

“Houve um homem de Ramataim-Zofim, da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, … Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina; Penina tinha filhos; Ana, porém, não os tinha. Este homem subia da sua cidade de ano em ano a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos, em Siló… No dia em que Elcana oferecia o seu sacrifício, dava ele porções deste a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos e filhas. A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril. Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (1 Samuel 1:1-5,8)

 

Sabemos que no Antigo Testamento, Deus permitiu que alguns homens tivessem mais de uma esposa, como por exemplo, o patriarca Jacó e também o pai do profeta Samuel, chamado Elcana, conforme 1 Samuel 1. Mas sabemos também que a poligamia não é permitida no Novo Testamento – que é a autoridade para os cristãos na Nova Aliança -, conforme podemos comprovar em 1 coríntios 7:2: “… cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.” E com certeza, a união com mais de uma mulher, não era a vontade de Deus quando Ele instituiu o matrimônio relatado em Gênesis 2:24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”

 

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