Discrepância dimensional

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O que é discrepância? É a divergência; o desvio que sempre aumenta; Discordância, Desacordo, Dissentimento e Desarmonia. Discrepância dimensional, portanto, seria a divergência de medidas. Na área espiritual, “medidas” (vontade) de Deus com as “medidas” (vontade) dos homens.

Discrepância dimensional é o problema dos “Noé’s” atuais, ou seja, a construção (edificação) fora das medidas (vontade) de Deus. Resultado: as “peças” não se encaixam.

Exemplos no mundo:

Na construção de peças e/ou equipamentos se um fabricante de materiais de iluminação fizer uma lâmpada com uma rosca maior (fora do padrão) ela nunca enroscará no bocal padronizado, resultando em uma discrepância dimensional. As peças não se ajustarão. Se um fabricante de materiais elétricos fizer uma tomada menor (fora do padrão) ela nunca encaixará numa tomada padronizada, resultando uma discrepância dimensional. As peças não se ajustarão. Existe um padrão dimensional para as peças e equipamentos industrializados, porém, se os fabricantes não atenderem a este padrão, seus produtos serão rejeitados e não passarão pelo controle de qualidade. Por exemplo: existem vários fabricantes de lâmpadas – como a que usamos em nossas casas -, mas todos obedecem ao mesmo padrão de medidas para que possam se ajustar perfeitamente aos bocais (luminárias, abajur, etc.).

Exemplos na Bíblia:

Se na construção da Arca, Noé não tivesse obedecido às medidas dadas por Deus (padrão) resultaria em uma discrepância dimensional (fora do padrão); A Arca construída fora das medidas estabelecidas pelo Senhor provocaria contratempos indesejáveis e incompatibilidade de uso – Veja a charge da figura acima.

Se na edificação da igreja (edifício santo), sua fundação (alicerce) for com ensinos, regras e ordenanças humanas (Ex. “areia” – alicerce fora do padrão) e não pela “Pedra angular” – Jesus, o verbo de Deus; a palavra de Deus (Ex. “concreto” – o alicerce padrão) resultará em fragilidade e irregularidades, estando dessa forma, passivo de destruição, rejeição e condenação, ou seja, discrepância dimensional, fora do padrão de Deus.

Controle de qualidade:

Como já mencionei, nas empresas fabricantes existe um setor chamado “controle de qualidade”. Ali, os produtos passam por uma inspeção final antes de serem remetidos para o comércio, sendo analisados e medidos usando como base um padrão (projeto). Qualquer divergência encontrada em relação ao padrão o produto será rejeitado e não passará pelo controle de qualidade.

Na construção civil é utilizada uma ferramenta indispensável a qualquer pedreiro: o prumo. Ele serve para medir o alinhamento da edificação. Qualquer discrepância na construção será vista através dele. Uma parede torta será rejeitada e com certeza não passará pelo controle de qualidade; neste caso o encarregado de obra, o engenheiro ou o próprio pedreiro. 

Na época do profeta Amós, Deus estava “medindo” o povo e o rejeitou, pois havia uma “discrepância dimensional” em relação a sua vontade (medidas). Eles foram rejeitados pelo prumo de Deus; desalinhados, divergentes e em desacordo com a vontade dele.

“Eis que o Senhor estava sobre um muro levantado a prumo; e tinha um prumo na mão. O SENHOR me disse: Que vês tu, Amós? Respondi: Um prumo. Então, me disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo de Israel; e jamais passarei por ele” (Am 7.7,8).

Como estaria o “muro” de nossas construções (edificação) na igreja (edifício espiritual – 1 Pe 2:4,5) se ele fosse medido pelo prumo de Deus: alinhado com a vontade dele ou torto pela vontade do homem? Haveria uma aprovação ou uma rejeição pelo “controle de qualidade” do Senhor? Nesta construção, precisa haver qualidade total (100% exato), ou seja, não podemos rejeitar a “Pedra angular” (Jesus e seus ensinamentos), pois do contrário Deus rejeitará esta edificação.

“A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (Mc 12.10). “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (At 4:11). Um construtor sábio e obediente edificará conforme o padrão e não fora do padrão. Ele usará a “Pedra angular” e não a rejeitará.

A justiça e a integridade da vida de Noé:

Com certeza, Noé passou pelo prumo de Deus e foi aprovado.

“Porém Noé achou graça diante do SENHOR.” (Gn 6.8)
“Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus.” (Gn 6.9)
“Assim fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara.” (Gn 6.22)
“Disse o SENHOR a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque reconheço que tens sido justo diante de mim no meio desta geração.” (Gn 7.1)
“E tudo fez Noé, segundo o SENHOR lhe ordenara.” (Gn 7.5)

Diferentemente dos “Noé’s” atuais, Noé filho de Lameque, era justo e íntegro porque andava com Deus. Noé obedecia sem hesitar cada instrução do Senhor. Hoje, os homens se encontram na arrogância de construir conforme suas próprias vontades, com aparência de santidade e piedade, porém, com o coração longe de Deus e de seus desígnios. Falam de Deus, mas não o conhecem; falam da Palavra dele, mas não a obedecem. Jesus disse: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6:46).

Para Deus o mais o importante é o caráter e a integridade que resulta na obediência a sua vontade, como Noé; e não um coração longe do Senhor, a edificação sobre fundamento humano e o cumprimento das ordenanças e regras de homens de forma mecanizada. Deus quer corações voltados para Ele, moldados segundo seus desígnios, que andem em justiça e integridade, obedecendo sua soberana e eterna vontade. É inútil fazer tudo certo se não existe amor nas atitudes – amor a Deus e ao próximo (1 Co 13.1-13).

Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27). “Faze isto e viverás” (Lc 10.28b).

Conclusão:

Para não gerar uma discrepância dimensional em nossa vida cristã, é necessário seguirmos o exemplo de Noé, que era justo, íntegro e andava com Deus. Ele obedecia a Deus em tudo que “o SENHOR lhe ordenara” (Gn 7.5). Não esqueçamos, porém, do amor, pois sem ele, mesmo que façamos tudo que o Senhor nos pede, não será do seu agrado, assim como fez o rei Amazias, nono rei de Judá: “Fez ele o que era reto perante o SENHOR; não, porém, com inteireza de coração” (2 Cr 25.2). Com certeza, em Noé era visto a “inteireza de coração”, além das virtudes já mencionadas.

Obedeçamos a Deus em todas as coisas que Ele deseja, porém, que sejamos justos e íntegros, andando com o Senhor, tendo amor em nossos atos.

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