Soldados de Cristo

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“Suporte comigo os sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou. Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras. O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. Reflita no que estou dizendo, pois o Senhor lhe dará entendimento em tudo. Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho, pelo qual sofro a ponto de estar preso como criminoso; contudo a palavra de Deus não está presa. Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus, com glória eterna. Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos, com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.” (2 Timóteo 2.3-13 NVI)

Como cristãos precisamos decidir a quem agradar: a Deus ou ao mundo. Aos dois é impossível! Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro” (Mateus 6.24). Tiago confirmou: “não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (4.4).

Cristo, nosso General nos alistou, não para ficarmos de braços cruzados, mas para uma árdua batalha – uma batalha espiritual contras as forças do mal. “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6.12).

Paulo diz que o soldado em serviço não se envolve com os “negócios desta vida” (ARA), ou seja, na “guerra” não há tempo para o soldado pensar ou se envolver com outra coisa que não seja com os interesses de seu exército e/ou de seu comandante.

Questões: Os interesses de Cristo são os nossos interesses? A “batalha” de Cristo é a nossa batalha? Somos de fato soldados de Cristo? Com que temos ocupado o nosso tempo? Qual é a nossa prioridade nestes dias? Estes podem ser nossos últimos dias na terra, pois não sabemos o que acontecerá, pois o amanhã pertence ao Senhor. É o serviço, devoção e adoração a Deus que ocupa o nosso tempo e as nossas vidas; ou são os afazeres nos “negócios desta vida”?

Bem instruiu o apóstolo Paulo ao seu fiel escudeiro: “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou” (2 Timóteo 2:4 ARA). Paulo é bem claro em mostrar o objetivo do cristão: “satisfazer àquele que o chamou”. Aqui ele fala em soldado e alistamento, mostrando que o cristão estará numa guerra.

Mas que “guerra” é esta e contra quem lutaremos? O próprio apóstolo responde: “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12). Depois, Paulo encorajou aos cristãos a permaneceram firmes contra tais poderes: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Efésios 6:13). Nos versos seguintes, ele mostrou as “armas” a serem usadas pelos soldados de Cristo na guerra contra as forças espirituais do mal (Efésios 6:14-18). – Para um exame completo da armadura do soldado cristão leia o artigo: “A armadura de Deus”.

Paulo ainda usou duas figuras para reforçar a idéia do envolvimento completo do discípulo de Jesus na vida cristã. Primeiramente, ele usou o atleta. Se este quiser alcançar vitórias, precisa se preparar segundo as normas estabelecidas. Se ele não cuida de seu corpo com boa alimentação, vida sadia, treinamentos, e bons equipamentos nunca será um vencedor. E em segundo lugar, ele usou o lavrador. Se este não trabalhar com vigor, preparando a terra, adubando-a, retirando e combatendo as pragas, regando e cuidando não obterá o fruto desejado. O apóstolo ainda diz que se um lavrador trabalhar arduamente em prol de seu serviço, ele será o primeiro a desfrutar dos benefícios.

– Se o soldado alistado não quer satisfazer seu comandante, não serve para a batalha. Se o soldado em guerra, quiser se envolver com os negócios de um cidadão comum, ele ficará vulnerável ao inimigo e não conseguirá a vitória. Ele será presa fácil para o combatente adversário.

– Se o atleta não quer competir segundo as normas de seu esporte, não serve para a competição. Se o atleta em disputa quiser se envolver com os negócios de um cidadão comum, ele ficará mais fraco que o seu competidor e não conseguirá a vitória. Ele será um adversário fácil a ser batido pelo outro competidor.

– Se um lavrador não quer trabalhar arduamente, não serve para a lavoura. Se o lavrador em serviço quiser se envolver com os negócios de um cidadão comum, seu plantio ficará vulnerável as pragas e não obterá a colheita. Sua lavoura será presa fácil para as intempéries e pragas destruidoras.

Seja o soldado, o atleta ou o lavrador, todos tem um ponto em comum: envolvimento total com o seu objetivo. Para o cristão, seu objetivo é satisfazer aquele que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (2 Coríntios 4:8) e “andar assim como ele andou” (1 João 2.6). Jesus é quem o chamou, então ele precisa andar segundo a vontade de Cristo e não segundo a sua própria vontade.

Pergunta: Se você é um soldado de Cristo, é com os “negócios” dEle que você tem se ocupado? Os profetas de Deus na antiga aliança, assim como o apóstolo Paulo, dentre tantos outros servos do Senhor descritos em Sua Palavra, se ocuparam com os “negócios” de Deus. E nós, com o que temos ocupado nestes dias onde o inimigo batalha e não fica parado? Sejamos, portanto, autênticos soldados de Cristo que lutam diligentemente por sua causa aqui na terra (Judas 3)!

“Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados; nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Mas tendes chegado ao monte Sião e à cidade do Deus vivo, a Jerusalém celestial, e a incontáveis hostes de anjos, e à universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados, e a Jesus, o Mediador da nova aliança, e ao sangue da aspersão que fala coisas superiores ao que fala o próprio Abel” (Hebreus 12:12-16,22-24)

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Um comentário em “Soldados de Cristo

    Edna Carneiro disse:
    6 dezembro, 2014 às 11:03

    Essa mensagem é poderosa.

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