Qual a minha participação no reino de Deus?


ou como devo participar neste reino?

É necessário saber e lembrar que a igreja é o reino de Deus na terra conforme Colossenses 1:13,14. A forma de entrar neste reino – a igreja de Deus e/ou a igreja de Cristo – é pelo reconhecimento que Jesus é o Filho de Deus, onde Ele se torna Senhor e Salvador da pessoa arrependida; ela então, é imersa nas águas para remissão de pecados, onde recebe a presença do Espírito Santo – o dom do Espírito; selo – e passa ter uma nova vida de comunhão, temor e obediência a Deus.


Texto base: Romanos 12:1-16

Introdução:

O sacrifício vivo (v. 1,2)

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”


Sacrifício vivo é uma forma de você expressar sua gratidão a Deus. É sua resposta a tudo o que Deus tem feito por meio das misericórdias dele, baseado em sua maravilhosa graça. Deus nos persuade pelo seu amor, e não pela força, imposição ou opressão. Podemos dividir este “sacrifício vivo” em três partes:

A) É necessário apresentar seu corpo como sacrifício:

     1) Nossos corpos, nossas vidas de forma geral, são para serem oferecidos ao Senhor.

B) É nosso culto racional:

     1) Nossa adoração deve envolver todo o nosso ser;

     2) Deus nos quer por inteiro; ele quer as primícias (o primeiro e melhor de tudo seu).

C) Como deve ser:

     1) Não deve ser conformado e moldado pelo padrão do mundo;

     2) Precisa ser transformado, a exemplo da larva de uma borboleta;

     3) Envolve renovação da mente: pensamento puro (Fp 4:8), estudo dedicado e oração.

Reflexão:

Olhando para si (v. 3-8) – quais as minhas funções e dons?

A) É necessário uma avaliação humilde das próprias habilidades (v. 3)

“Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.”


     1) Reconheça a graça abundante dada por Deus:

          a) A capacidade para cumprir sua função no reino (Deus capacita os escolhidos);

          b) As funções no corpo são dons sobrevindos da graça de Deus;

          c) Em relação a nossa salvação e capacidades, tudo é sempre dado, recebido, etc.

     2) Pense de você mesmo com moderação:

          a) Avalie suas habilidades e sempre busque aperfeiçoamento no SENHOR;

          b) Lembre-se de Deus como a fonte de cada dom que você tem.

B) Participação no corpo (v. 4,5)

“Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros”


     1) Os membros têm funções diferentes no corpo de Cristo; não espere que todos tenham os mesmos dons;

     2) Somos membros uns dos outros; todos funcionam em prol do corpo.

C) O Serviço deve ser de acordo com nossas capacidades dadas por Deus (v. 6-8)

“tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.”


     1) A mensagem deve vir diretamente de Deus; de sua palavra;

     2) O serviço voluntário é de grande valor em Cristo; sempre com humildade;

     3) Aquele que ensina, ensina unicamente a verdade, com qualidade e capricho;

     4) O que exorta estimula os irmãos a aplicar a verdade em suas vidas;

     5) Aquele que contribui, o faz de forma generosa; nunca esperando algo em troca;

     6) O que lidera precisa ter um cuidado ativo; zelo e aplicação na execução de suas tarefas;

     7) Os misericordiosos tem compaixão pelos outros; estão sempre prontos a perdoar.

Aplicação:

Relação com outros cristãos (v. 9-16) – aplicando os dons a serviço do reino

A) Sinceridade (v. 9)

“O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.”


     1) O amor não pode ser pretensioso, fingido;

     2) Não há oportunidade para falsificação; como uma fachada ou mascara;

     3) No amor, agimos da mesma forma com alguém, estando ela presente ou não;

B) Discernimento (v. 9)

     1) O amor não defende o erro; e procura primeiro o interesse dos outros;

     2) O amor não é deixar de fazer algo mais difícil, como a disciplina, mas fazê-lo de forma correta (Pv 13:24).

C) Afeto (v. 10)

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.”


     1) No mundo, o termo era usado exclusivamente para a família física;

     2) O amor pelos irmãos deve ser tão forte quanto os laços de família.

D) Honra (v. 10)

     1) Devemos honrar e exaltar uns aos outros;

     2) A honra deve exceder em muito ao outro.

E) Entusiasmo (v. 11)

“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor”


     1) Os cristãos não devem ser negligentes e nem vagarosos no serviço;

     2) É inútil ter grandes projetos, mas não perseverar;

     3) A energia tem que ser dirigida para Deus, e moderada por Cristo.

F) Paciência (v. 12)

“regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes”


     1) Deus quer que não desistamos quando vier tempos difíceis;

     2) A perseverança depende de nossa esperança viva no Senhor Jesus, e de orações.

G) Generosidade (v. 13)

“compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade”


     1) Ajude irmãos necessitados com boa vontade;

     2) Quanto mais prósperos, mais ajuda, mais você compartilha.

H) Hospitalidade (v. 13)

     1) Procure oportunidades para ser hospitaleiro; acolher;

     2) Especialmente para aqueles que nada têm para oferecer em retribuição (Lc 14:12-14).

I) Abençoai (v. 14)

“abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis”


     1) Temos que responder aos nossos inimigos com o bem e não com o mal.

J) Simpatia (v. 15)

“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram”


     1) É preciso ter interesse mútuo e preocupação; participar da vida dos irmãos.

K) Humildade (v. 16)

“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos”


     1) Nunca despreze alguém seja por qual motivo for;

     2) Orgulho não pode existir em nosso meio.

Leitura de encorajamento: 1 Pe 3:8-12b

“Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança. Pois quem quer amar a vida e ver dias felizes refreie a língua do mal e evite que os seus lábios falem dolosamente; aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se por alcançá-la. Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas”



Nota: artigo adaptado do estudo textual “O viver cristão prático” de Gary Fisher do site Estudos Bíblicos estudosdabiblia.net

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