A verdadeira prosperidade

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A integridade de Jó perante o sofrimento e a perda total é um grande exemplo nestes dias de “fartura” e “prosperidade” religiosa. Perguntaram certa vez a um homem que se auto-intitula “bispo” o porque de tanta ostentação e riqueza em sua vida. Ele respondeu: “meu pai é rico, eu não seria?” Certamente, este homem não conhece o Filho de Deus, pois o unigênito do Pai não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mateus 8:20). Já outro homem, que vez ou outra, são substituídos pela morte do antecessor, “mora” em um ostentoso palácio e senta num trono de ouro, enquanto milhares de seus “fiéis” não tem nem onde reclinar a cabeça.

Porém Paulo instruindo a Timóteo disse: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.” (1 Timóteo 6:17-19)

Ser fiel como Jó foi é para poucos – os poucos que acertam com o caminho apertado rumo a porta estreita conforme disse Jesus em Mateus 7:13,14 -, pois a verdadeira prosperidade não é encontrada na quantidade de coisas que se tem ou ganha, e muito menos pela riqueza que se possa obter, mas num coração confiante em Deus que persevera no caminho de Luz, mesmo diante de toda dor e sofrimento.

Jesus, neste mundo, assim como o apóstolo Paulo dentre outros servos de Deus, são exemplos que a abnegação e a vida simples estão ligadas àqueles que vivem do evangelho. Ser rico ou ficar rico pelo suor do trabalho não é errado (e Jesus tem uma instrução para estes), mas alguém achar que enriquecerá só porque crê em Deus e tornou seu filho está redondamente enganado. Muitos ainda supõem que “a piedade é fonte de lucro” (1 Timóteo 6:5), mas não é.

Jesus disse que “todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Todas as coisas? Não, o texto diz: “todas estas coisas”! E quais são “estas coisas”? O que comer, o que beber e o que vestir conforme Mateus 6:25-32, ou seja, coisas básicas para sobrevivermos, servir a Deus e estarmos contentes. E como estas coisas serão acrescentadas? Jesus responde: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça” (Mateus 6.33a), porém, não para ganhá-las, mas para agradar e servir a Deus e ao nosso próximo.

Logo após Paulo dizer que a piedade não é fonte de lucro, acrescentou: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Timóteo 6:6-8). E por fim, exortou: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:9,10).

Ao jovem discípulo ele disse: “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (1 Timóteo 6:11). E ele diz a todos nós!

Estamos prontos para dizer e viver como o apóstolo Paulo, que abriu mão de posição social e conforto para servir a Jesus? Ele disse: “Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 1:21). Muitos repetem esta frase, mas não querem passar o que Paulo passou por causa do evangelho. Se vamos dizer esta frase precisamos estar prontos, até mesmo pra morrer, assim como o apóstolo estava pela causa de Cristo.

Não afastemos de Jesus, como muitos tem feito, por não terem “obtido” o que queriam ou que querem. Lembremos que esta vida não é nada em relação ao “que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Coríntios 2:9). Que nosso compromisso com Deus seja perpétuo sempre considerando “uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).

“Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas” (1 Timóteo 6:12). Deus nos chamou para um combate: o bom combate da fé, testemunhando Cristo manifestando “qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que criou todas as coisas, para que, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nos lugares celestiais, segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” (Efésios 3:9-12).

A verdadeira prosperidade se encontra no contentamento das coisas que Deus nos concede para vivermos dignamente, para servimos, dedicarmos e consagrarmos nossas vidas a Ele, com um coração fiel e perseverante no caminho, na verdade e na vida, o nosso Senhor Jesus Cristo (João 14:6).

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2 comentários em “A verdadeira prosperidade

    Evia disse:
    12 fevereiro, 2013 às 13:11

    Muito bom!

    José Carlos disse:
    23 maio, 2013 às 9:13

    Excelente e esclarecedor. Reflete a fé do verdadeiro Cristão que buscar orientar-se pelo seu único pastor e mestre, a saber Jesus Cristo.

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